quinta-feira, outubro 21, 2010

Israel e Google publicarão na internet manuscritos do mar Morto com textos bíblicos

O departamento israelense de Antiguidades e o gigante americano da internet Google anunciaram nesta terça-feira o lançamento de um projeto para divulgar, na internet, os manuscritos do mar Morto, que contêm alguns dos mais antigos textos bíblicos.

Este plano, com um custo de US$ 3,5 milhões (2,5 milhões de euros), tem por objetivo disponibilizar gratuitamente esses documentos, que possuem cerca de 2.000 anos.

"É a descoberta mais importante do século 20 e vamos compartilhá-la com a tecnologia mais avançada do século 21", afirmou a responsável pelo projeto do departamento israelense de Antiguidades, Pnina Shor, em uma coletiva de imprensa em Jerusalém.

A administração israelense captará imagens em alta definição utilizando uma tecnologia multiespectral desenvolvida pela Nasa, a agência espacial americana.

As imagens serão, posteriormente, publicadas na internet pelo Google em uma base de dados e traduções dos textos colocadas à disposição.

"Todos os que possuem uma conexão à internet poderão acessar algumas das obras mais importantes da humanidade", disse o diretor do centro de pesquisa e desenvolvimento do Google em Israel, Yossi Mattias.

Shor afirmou que as primeiras imagens estarão disponíveis nos próximos meses e o projeto terminará em cinco anos.

Acredita-se que os 900 manuscritos encontrados entre 1947 e 1956 nas grutas de Qumran, no Mar Morto, constituem uma das descobertas arqueológicas mais importantes de todos os tempos. No material encontrado, há pergaminhos e papiros com textos religiosos em hebraico, aramaico e grego, assim como o Antigo Testamento mais velho que se conhece.


Notícia da Folha.com .

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segunda-feira, setembro 27, 2010

Biblioteca Britânica coloca manuscritos gregos na internet

A Biblioteca Britânica, em Londres, colocou na internet mais de um quarto dos seus manuscritos gregos, totalizando 280 volumes, em mais um passo rumo à digitalização completa desses importantes documentos antigos.

Os manuscritos, disponibilizados gratuitamente no site www.bl.uk/manuscripts, são parte de uma das mais importantes coleções localizadas fora da Grécia para o estudo de mais de 2.000 anos de cultura helênica.

A biblioteca detém um total de mais de mil manuscritos gregos, mais de 3 mil papiros e uma abrangente coleção de impressos arcaicos gregos.

As informações ali presentes interessam a acadêmicos que trabalham com literatura, história, ciência, religião, filosofia e arte do Mediterrâneo oriental durante os períodos clássico e bizantino.

"Isso é exatamente o que todos esperávamos da nova tecnologia, mas raramente tínhamos", disse Mary Beard, professora de cultura clássica da Universidade de Cambridge.

"Isso abre um recurso precioso para qualquer um --do especialista ao curioso-- em qualquer lugar do mundo, gratuitamente."

Entre os destaques do acervo digitalizado estão os Salmos de Theodore, altamente ilustrados, produzidos em Constantinopla em 1066, e as fábulas de Babrius, descobertas em 1842 no monte Atos, que contêm 123 fábulas de Esopo corrigidas pelo grande acadêmico bizantino Demetrius Triclinius.

A iniciativa, financiada pela Fundação Stavros Niarchos, se soma a outros projetos da biblioteca para ampliar a divulgação de documentos antigos, frágeis e raros.

Outros projetos digitais incluem um caderno de Leonardo da Vinci, do século 16, e o Codex Sinaiticus, do século 4, contendo a mais antiga cópia completa do Novo Testamento.


Notícia da Reuters vista na Folha.com .

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sexta-feira, agosto 29, 2008

Israel prepara exibição online dos Manuscritos do Mar Morto

Usando fotografia digital, cientistas também estão desvendando setores antes ilegíveis dos pergaminhos

Ethan Bronner - The New York Times

JERUSALÉM - Em um laboratório lotado e pintado de cinza, frio como uma caverna, meia dúzia de especialistas embarcaram, nesta semana, em um ato histórico: fotografar digitalmente cada um dos milhares de fragmentos dos Manuscritos do Mar Morto com o objetivo de tornar o arquivo completo - um dos documentos mais examinados do mundo - disponível para download na internet.

Equipados com poderosas câmeras que produzem imagens de grande resolução e lâmpadas que não emitem nem calor nem raios ultravioleta, os cientistas e técnicos estão desvendando setores antes ilegíveis, descobertas que podem ter um impacto significativo.

Os manuscritos de dois mil anos, encontrados na década de 1940 nas cavernas próximas ao Mar Morto em Jerusalém, contêm as cópias mais antigas já encontradas de todos os livros da Torá (exceto do Livro de Esther), assim como textos apócrifos e descrições de rituais dos judeus na época de Jesus Cristo. Os textos, a maior parte em peles mas alguns, em papiros, datam do terceiro século antes de Cristo ao primeiro século depois de Cristo.

Apenas uma pequena parte dos manuscritos existe em pedaços grandes, diversos deles em exibição permanente no Museus de Israel. A maior parte deles foi encontrada em 15 mil pedaços que totalizam 900 documentos, gerando diversas discussões sobre como ordenar as partes de maneira correta, assim como sobre a origem e significado do que está escrito neles.

A história contemporânea dos manuscritos também é tortuosa, porque eles estão entre as fontes mais importantes de informação sobre os judeus e o início da cristandade. Após sua descoberta inicial eles foram mantidos em um pequeno círculo de acadêmicos. Nos últimos 20 anos o acesso aos documentos aumentou significativamente, e em 2001 eles foram publicados na íntegra. Mas o debate ao seu redor apenas aumentou.

Acadêmicos pedem continuamente à Autoridade Israelense de Antiguidades, mantenedora dos manuscritos, acesso aos documentos, e museus de todo o mundo querem usá-los em suas exposições. No próximo mês, o Museu Judaico de Nova York vai iniciar uma exposição com seis dos manuscritos.

Os detentores dos manuscritos, pessoas como Pnina Shor, chefe do departamento de conservação de antiguidades, estão satisfeitos com tamanho interesse, mas argumentam que cada vez que os manuscritos são expostos à luz, umidade ou calor, eles se deterioram. Ela diz que mesmo sem essa exposição eles estão se deteriorando porque a tinta usada em alguns dos manuscritos, assim como as fitas adesivas usadas por acadêmicos na década de 1950, estão grudando os pedaços.

A coleção inteira foi fotografada apenas uma vez até agora - em 1950, usando infravermelho - e essas fotografias estão guardadas em uma sala de temperatura controlada porque mostram coisa que já se perderam dos manuscritos. Essas fotos também serão digitalizadas.

Esse processo levará de um a dois anos - ainda mais até chegar na web - e está sendo liderado por Greg Bearman, cientista aposentado do Jet Propulsion Laboratory da Nasa.


A notícia foi vista no Estadão.com.br .

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quarta-feira, julho 23, 2008

Antigo manuscrito da Bíblia estará disponível na internet

Antigo manuscrito da Bíblia estará disponível na internet

Cópia das Escrituras em grego tem mais de 1.600 anos e poderá ser vista de graça na web.
Codex Sinaiticus é um dos mais velhos volumes com livros do Antigo e Novo Testamento.

Mais de 1.600 anos depois de ser escrita em grego, uma das cópias mais antigas da Bíblia se tornará globalmente acessível via internet pela primeira vez nesta semana. A partir de quinta-feira, partes da Codex Sinaiticus, que contém o Novo Testamento mais velho e completo, estarão disponíveis na web, afirmou a Universidade de Leipzig (Alemanha), um dos quatro conservadores do texto antigo.

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Imagens em alta resolução do Evangelho de Marcos, diversos livros do Velho Testamento e observações dos trabalhos feitos ao longo de séculos estarão em www.codex-sinaiticus.net, num primeiro passo para a publicação online integral do manuscrito até julho próximo.


Ulrich Johannes Schneider, diretor da Biblioteca da Universidade de Leipzig, afirmou que a publicação online do Codex permitirá que qualquer um estude uma peça "fundamental" para os cristãos. Alguns textos estarão disponíveis com traduções em inglês e alemão, acrescentou.


Especialistas acreditam que o documento, datado de aproximadamente do ano 350, possa ser a cópia mais antiga conhecida da Bíblia, junto com o Codex Vaticanus, outra versão antiga da Bíblia, afirmou Schneider. "Acho que é fantástico que graças à tecnologia agora podemos tornar acessíveis os artefatos culturais mais antigos -- aqueles que de tão preciosos não poderiam ser vistos por ninguém -- numa qualidade realmente alta", explicou Schneider.

Texto e imagem do G1. Ótima notícia!

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