sexta-feira, julho 03, 2009

Ainda Tropa de Elite: TJ do Rio recusa ação por danos morais contra a produção do filme

TJ nega pedido de policiais do Bope e da PM contra o filme Tropa de Elite

Da Agência JB

A juíza Adriana Castanho de Carvalho, da 1ª Vara Cível do Rio de Janeiro, negou pedido de integrantes do Bope e da Polícia Militar em processo movido contra a Zazen Produções e a Paramount Pictures.

O grupo de policiais buscava, entre outras coisas, indenização por danos morais pela exibição do filme "Tropa de Elite", alegando que a película denegriu a imagem da corporação, além de quebrar sigilo profissional ao mostrar as incursões do Bope nas favelas do Rio.

Os policiais contaram também que se sentiram atingidos porque foram retratados como pessoas afeitas à prática de crimes como tortura, homicídio e abuso de autoridade.

Além disso, creditam ao estúdio e à produtora da película a responsabilidade pela distribuição de cópias piratas no mercado como se ela fosse um documentário, baseado em relatos reais, e não uma obra de ficção.

"Não foram as rés que veicularam as cópias piratas, dando-lhes publicidade. Logo, os efeitos de sua divulgação não podem ser a estas imputados por ausência de nexo de casualidade", escreveu a juíza na decisão.

Para a magistrada, que julgou todos os pedidos improcedentes, não houve qualquer violação ao direito à honra ou à imagem dos autores da ação.

"Nenhuma menção se fez aos reais integrantes do Bope ou da PM-RJ, nem se procedeu a qualquer ligação dos personagens fictícios aos agentes reais. Em verdade, nenhum dos autores é passível de ser reconhecido como determinado personagem. Ao assistir ao filme, fica claro ao espectador estar diante de obra de ficção", explicou.

Do UOL Notícias.

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quinta-feira, outubro 25, 2007

Quem Mata?

Um domingo destes houve nova parada gay, desta vez em Copacabana, no Rio de Janeiro. Nada contra, muito menos a favor.
Mas uma coisa na notícia me chamou a atenção, a estatística citada de cerca de 2.500 mortes nos últimos dez anos, devidas "à homofobia", de tal maneira que se quer endurecer penas para crimes de assassinato movidos por homofobia.
Este blogueiro já esteve envolvido em algumas discussões acirradas a respeito dos direitos dos homossexuais (no Blogoleone, no Voltas em Torno do Umbigo), e aqui vai outra pergunta inconveniente: será que esse endurecimento de pena não seria apenas uma questão de status para a comunidade gay? Ou seja, com uma polícia, em geral ineficiente, uma lei mais dura para quê? Não seria melhor pedir mais eficiência da polícia para todo tipo de assassinato? E outra coisa: dessas 2.500 mortes, em quantas o inquérito chegou ao final, com indiciamento de criminosos? Há alguma? E se alguma foi esclarecida, realmente foi motivado por homofobia? Levanto esta pesquisa por que aqui no no Rio Grande do Sul, muitos assassinatos são praticados por maridos ou namorados contra a mulher que lhes rejeitou. Isto não acontece também na comunidade gay? Ou seja, um companheiro(a) não pode matar o seu(sua) companheiro(a), motivado por ciúmes ou rejeição? E isto poderia ou deveria ser encarado como homofobia?

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