sábado, agosto 23, 2008

Blog do Bob Fernandes cita Maurren


"É ouro no choro, Brasil. Amigas me ligam do Brasil para contar que grande diversão aí é chorar com os choros daqui - quase sempre de tristeza - e, enquanto choram, trocar telefones sobre quem chorou melhor. A Maurren, claro, também chorou, dessa vez de alegria.

Enredada no doping em 2003, suspensa por 2 anos, a Maggi levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima. Com 7,04m levou por um centímetro no salto em distância e fez história como a primeira mulher do Brasil a ganhar uma medalha de ouro em categoria individual.

Pelos ecos que chegam ressurgiu aí, logo em seguida ao grande feito de Maurren, certa patriotada midiática. Aquele constrangimento provocado pela habitual busca da emoção familiar diante das câmeras só não foi maior, me contam, porque Sofia, filha da Maurren, melou o clima ao dizer à mãe que preferia “a prata”."

Trecho do blog do Bob Fernandes, no Terra Magazine.


Estas coberturas do Bob Fernandes são interessantes. Lembro que durante e Copa América de Futebol, na Venezuela, cada vez que ele citava os jornalistas brasileiros que faziam a cobertura do evento, ele incluído, referia-se a “os objetivos, os imparciais”.


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Ouro para Maurren Maggi no salto em distância

Ouro para Maurren Maggi no salto em distância


“Gente, é muuiita emoção!” - Chiste-bordão de Helio de la Peña, do programa Casseta e Planeta Urgente.

“ E ouro em cafonice pra Globo: "A medalha é de bronze, mas o sorriso é de ouro". "Foi bronze, mas com sabor de ouro." Rarará! ” - José Simão, colunista-humorista do jornal Folha de São Paulo.

“... a lágrima é verdadeira!” - Renato Russo, na letra da canção Perfeição, do disco O Descobrimento do Brasil, da Legião Urbana.


Nesta sexta-feira pela manhã, para nós, já noite em Pequim, na China, onde se realizam as Olimpíadas de Verão deste ano de 2008, a atleta brasileira Maurren Maggi se sagrou campeã na modalidade de salto em distância para mulheres. Foi a primeira mulher brasileira a ganhar medalha de ouro em atletismo para o Brasil.

E parece que brasileiro chora muito, quando alcança a glória esportiva. Aliás, como enfatizou o José Simão, nem é necessário alcançar o ápice da glória. Terceiro lugar, ou medalha de bronze, já desata lágrimas em cascata.

Lágrimas na tela da televisão, lágrimas no telespectador. Eu sei que é possível que seja uma grande manipulação por parte das emissoras de televisão, mas o que fazer? O choro é contagiante.

Como seria de se esperar, Maurren Maggi pulou, vibrou, riu, chorou. E nós, diante da tela, também rimos e choramos. Alguns possivelmente também vibraram e pularam. Claro, alguns ranzinzas devem ter xingado a Maurren e a emissoras de TV, por estarem tentando manipular nossas emoções. Mas a vida é assim mesmo. Rimos e choramos. É nesse riso e choro que acabamos nos identificando uns com os outros, forjando esta coisa imaginária que chamamos de nação.

Gente! É muita emoção!!!


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