Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Seria isto racismo?

Seria isto racismo?


Visito a agência de um banco brasileiro aqui na Rua Sete de Setembro. A rua Sete de Setembro é cheia de bancos. Neste caso é o banco familiar brasileiro.


Digo familiar porque o controle acionário pertence a uma família. Há uns 20 anos atrás havia mais bancos familiares brasileiros: o Auxiliar, por exemplo, pertencia a uma família mas foi liquidado extra-judicialmente nos anos 1980, ainda no governo Figueiredo. Tivemos o Mercantil de São Paulo, que acho que foi vendido ao Bradesco. O Banco Real foi vendido ao holandês ABN, e daí passou para o espanhol Santander. O Bamerindus foi comprado pelo britânico HSBC. Aqui no Rio Grande do Sul já tivemos Sul Brasileiro, Habitasul, Maisonnave, Banco de Crédito Real do Rio Grande do Sul. Todos sumiram, liquidados como o Sul Brasileiro, ou comprados como o Crédito Real. Assim, eu acho que bancos pertencentes a famílias só ficaram o Safra, o Itaú e o Unibanco. E estes dois últimos estão se fundindo. Ou o Itaú adquiriu o controle do Unibanco, o que dá quase no mesmo no final das contas.


Mas voltemos ao início do texto. Eu dizia que visitava uma agência de um destes bancos na rua Sete de Setembro, aqui em Porto Alegre. A rua Sete de Setembro é cheia de bancos.


Enquanto aguardo para ser atendido dou uma olhada ao redor, contei uns oito ou nove funcionários, entre gerentes e auxiliares de gerência e caixas. Todos brancos.


Está certo que Porto Alegre não é a cidade brasileira com o maior percentual da população com a tez escura, mas fiquei me perguntando porquê não haveria entre os funcionários de frente do atendimento da agência ao menos um funcionário negro ou mulato. O sistema de seleção para contratações não conseguiu achar uma pessoa educada o suficiente para trabalhar ali? Ou será que tal sistema de seleção, mesmo que de forma algo inconsciente, descarta candidatos pela cor da pele?


Talvez o banco assuma que os clientes sejam em sua maioria de cútis clara e não gostariam de ser atendidos por pessoas de cútis escura? Sei lá!


Ou talvez eu seja muito paranóico!


Certo é que Ali Kamel, funcionário das Organizações Globo, se deu ao trabalho de escrever um livro para demonstrar que nós, brasileiros, não somos racistas.


Marcadores: , , ,

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Lombinho Canadense

Lombinho Canadense


Na coluna Refogado, de Márcio Alemão, na revista CartaCapital da semana passada (no. 571, de 11/11/2009) consta a informação de que amigos dele expatriados ao Canadá, lá não encontraram o lombinho canadense, coisa que Márcio Alemão diz que só se encontra aqui no Brasil. Márcio Alemão sugere aos amigos que importem a tal iguaria.


Talvez ele esteja enganado. Talvez no Canadá o lombinho canadense seja apenas chamado de lombinho. Ou como aconteceu em um episódio do desenho animado Os Padrinhos Mágicos (“The Fairly OddParents”, no original), onde os pais do Timmy (que é o personagem principal do desenho) são surpreendidos indo comer comida chinesa na China, “nunca imaginei que um dia eu iria comer comida chinesa na China” diz um personagem, ao que outro responde, “É. Mas aqui eles só chamam de comida”.


Quem sabe seja o caso com o lombinho canadense.


Em tempo: a coluna de Márcio Alemão tratava da florescente indústria do vinho no Canadá, que possui nomes simpáticos como “The Organized Crime Winery”, ou “Megalomaniac”. Entre uma nevasca e outra deve haver um espaço físico e climático onde os canadenses possam plantar videiras e produzir vinho.


Marcadores: ,

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Francesa se casa com namorado morto há um ano

Francesa se casa com namorado morto há um ano

Uma francesa se casou, no último sábado, com o namorado morto há um ano em um acidente de carro.

Em novembro de 2008, Magali Jaskiewicz e Jonathan Goerge moravam juntos havia seis anos e já tinham duas filhas quando deram entrada nos papéis e marcaram o casamento para janeiro deste ano.

Mas dois dias depois, Goerge sofreu um acidente fatal.

Jaskiewicz, no entanto, fez uso de um artigo do código civil francês que permite o casamento com uma pessoa falecida se ela já havia oficialmente dado início ao processo formal para realizar a união.

Cavalete

Apesar da lei, o casamento póstumo é raro na França, com apenas dezenas de casos registrados por ano no país.

Mas para conseguir realizar a sua união com Goerge, Jaskiewicz teve de esperar o processo passar por várias instâncias, até chegar às mãos da Presidência, que a acabou autorizando, em setembro passado.

Durante a cerimônia no último sábado, realizada na Prefeitura do vilarejo de Dommary-Baroncourt, no leste da França, Jaskiewicz usou o vestido de noiva comprado há um ano.

A seu lado, estava uma grande foto de Goerge sobre um cavalete.

"Não estou muito animada para festejar", disse a noiva, após a cerimônia. "Vamos tomar um chá e vou agradecer àqueles que me apoiaram."

"Jonathan é meu único amor", afirmou.

Jaskiewicz agora passa a considerada oficialmente como viúva.

Notícia da BBC Brasil.

Marcadores: , ,

TV deixa de ser item mais importante entre os jovens

TV deixa de ser item mais importante entre os jovens

A TV, o eletrodoméstico de maior penetração no país, já não é considerado o item mais importante do dia a dia para a população jovem (de até 34 anos), segundo resultado de pesquisa feita pelo Ibope sobre hábitos de consumo de meios de comunicação.
Para a faixa etária de dez a 17 anos,o computador com acesso a internet é o aparelho mais relevante (com 82% no ranking de prioridade), seguido pela TV (65%) e telefone celular (60%). Dos 18 aos 24 nos, o líder do ranking passa a ser o telefone celular (78%), com computador ligado à rede (72%) e TV (69%) em sequência, o que tem pequenas diferenças em relação ao próximo grupo, dos 25 aos 34: celular (81%), TV (73%) e computador (65%). Na média geral da população, a TV fica na liderança da pesquisa, com77% de preferência.
Para Dora Câmara, diretora comercial do Ibope, os resultados também são explicados por um processo de convergência: quanto mais jovem a população, maior é a capacidade de acomodar os meios de comunicação de forma simultânea.
"Metade dos jovens de 12 a 19 anos costuma acessar a internet enquanto veem TV ou ouvem rádio", diz.
Apesar disso, 82% dos 800 entrevistados preferem consumir um meio de cada vez. Dora brinca que, apesar da evolução dos meios, "o homem ainda é versão 1.0", o que de certa forma explica essa preferência. "Estamos cada vez mais midiáticos, mas isso não significa que abandonaremos os meios mais antigos. Apenas incorporamos os novos em nossa rotina", diz Dora.


Trecho da coluna Toda Mídia, na Folha de São Paulo, de 26 de outubro de 2009.


As emissoras de TV deveriam ficar preocupadas.


Marcadores: , ,

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

IMG_0866 - Natal 2009


IMG_0866 - Natal 2009
Upload feito originalmente por Ze Alfredo
Natal 2009.

091107_223632 - Natal 2009


091107_223632 - Natal 2009
Upload feito originalmente por Ze Alfredo
Natal 2009.

091107_220152 - Natal 2009


091107_220152 - Natal 2009
Upload feito originalmente por Ze Alfredo
Pois é. Os estabelecimentos comerciais já montaram sua decoração para o Natal.

Joseph Wiseman, intérprete do Dr.No nos filmes de James Bond, morre aos 91 anos



NOVA YORK, EUA, 21 Out 2009 (AFP) - O ator canadense Joseph Wiseman, conhecido, sobretudo, por ter encarnado o malvado "Dr. No" contra James Bond, morreu aos 91 anos, informou sua filha nesta quarta-feira.

O ator morreu segunda-feira (19) em sua casa de Manhattan, Nova York, contou a filha Martha ao "New York Times" e ao "Los Angeles Times".

Nascido em Montreal em 1918, Joseph Wiseman foi para os Estados Unidos quando criança. Brilhou nos palcos da Broadway antes de começar a gravar em Hollywood.

Atuou junto a Marlon Brando em "Viva Zapata!" en 1952, e a Burt Lancaster em "The Unforgiven" em 1960.

Mas o nome de Wiseman sempre ficará vinculado ao personagem do doutor Julius No, o homem sinistro com garras de ferro do famoso "O Satânico Dr. No", estrelado em 1962.

Neste filme de Bond, o agente é encarnado por Sean Connery; a intérprete feminina é Ursula Andress.

Wiseman atuou pela última vez na Broadway em 2001, numa adaptação da peça "Julgamento em Nuremberg".

Notícia e foto do UOL Celebridades.

As coisas são assim, aconteceu em 21 de outubro passado. A gente dá duas piscadas, e três semanas se passaram. O Satânico Dr. No foi o primeiro filme da série 007, de 1962. Eu me lembro de ter visto o filme na TV, em preto e branco, e depois ter revisto algumas vezes. Talvez eu venha a assistir novamente.

Marcadores: , , , ,

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

A 55a. Feira do Livro está quase terminando



A 55ª. Feira do Livro de Porto Alegre está quase terminando. Será encerrada no próximo domingo, dia 15, data da Proclamação da República.

Hoje, por exemplo, quinta-feira, 12, havia um intenso movimento de pessoas a passear entre as barracas, comprar algum volume, visitar a área de alimentação, isto é, os bares da Feira. Era visível no início da tarde também a grande presença de excursões escolares. Sim, porque as crianças e adolescentes, além de visitarem a Feira do Livro, podem visitar a Bienal do Mercosul, que se realiza concomitantemente à Feira, e está instalada em áreas próximas.

Apesar de pouco empolgado com a Feira deste ano, acabei por comprar mais livros do que havia comprado no ano passado. Coisas.

Termina no domingo!


Marcadores: , ,

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Segundo Zé Cabala, o campeão brasileiro será o...

Segundo Zé Cabala, o campeão brasileiro será o...

O UOL pediu que eu fizesse as previsões para o Campeonato Brasileiro. Como não é minha especialidade, fui atrás de quem realmente entende do assunto, daquele que é o periscópio do amanhã, daquele que enxerga o nascer do sol em meio ao negrume da noite, daquele que vê a árvore apenas olhando a semente, o adivinho dos adivinhos, o insuperável Zé Cabala.

Mal cheguei ao seu consultório e ele já deu mostras de seu poder: “Eu sabia que você vinha”, disse o sábio dos sábios.

"Eu tinha marcado hora."

"Mas eu sabia que seu pneu não ia furar."

Depois de mais esta demonstração de poder, decidi não perder tempo e falei:

“Supino mestre, preciso de suas previsões para o resto do Campeonato Brasileiro.”

“Olhe, minha bola de cristal está um pouco embaçada...”

“O UOL me autorizou a pagar quinhentos reais pela previsão.”

“Quinhentão? Pagamento adiantado?”

“Claro.”

“Pois por esse generoso dízimo direi com quantos pontos acabará cada um dos seis concorrentes ao título. Serve?”

“Sim, sim”, respondi animado.

“Vou passar uma flanelinha em minha bola de cristal e já volto.”

Dois minutos depois estávamos sentados em volta de seu mágico instrumento, que, confesso, sempre me pareceu um lustre de cabeça para baixo. O supremo haríolo entoou um mantra (algo como “obladi-obladá”), passou as mãos pela bola, e pôs-se a profetizar:

“Vou começar pelo Internacional. Ela vai ganhar do Barueri, lá em Porto Alegre não terá problema em passar pelo Santos, ainda mais que Luxemburgo não escalará Madson e Neymar desde o começo, vai perder para o Atlético no Mineirão, vence o Sport e ganha do Santo André.”

“Hum, ótima campanha. E o São Paulo?”

Ele respirou fundo e falou: “O Tricolor empata com o Grêmio no Olímpico, tropeça no Vitória e só empata, e aí joga contra o Botafogo. Agora espere um pouco, com o Botafogo é mais difícil enxergar o futuro. Ah, sim,vejo um empate. Contra o Goiás, em Goiás, perde de um a zero, gol de Fernandão. E ganha do Sport no último jogo.”

“E o Palmeiras, venerável mestre?”

“Esse vai começar perdendo para o Flu. Desde que fiz um trabalhinho para o Fred, o rapaz deslanchou. Depois ganha do Sport, pobre Sport.... No Olímpico, perde para o Grêmio. Então enfrenta o Atlético Mineiro em casa. Joguinho difícil, mas ganha. E aí tem o Botafogo, no Rio. Vale triplo? Não? Então vou de Botafogo.”

“Pode ver alguma coisa sobre o Cruzeiro.”

“Está tudo azul para ele. Ganha do Sport lá na Ilha do Retiro. E do Grêmio, em casa. Empata com o Atlético Paranaense, em Curitiba. E vence o Coritiba, em Beagá. Na última partida, contra o Santos, vitória fácil. Ainda mais que Luxemburgo não vai escalar Madson e Neymar desde o começo.

“E o Atlético, e o Atlético?”

“O Galo vai vencer o Flamengo, empatar com o Coritiba e ganhará heroicamente do Inter. Então vai perder para Palmeiras e empatar com o Corinthians.”

“Por fim, diga-me como serão os últimos cinco jogos do Flamengo.”

“Ele vai perder para o Atlético Mineiro, ganha do Náutico e do Goiás, empata com o Corinthians, num bom jogo de Ronaldo, e, por fim, ganha do Grêmio em casa.”

“Ótimo, mestre, com estas previsões já posso saber quem será o Campeão Brasileiro. Deixe-me ver...”

Então fiz as contas e vi algo que me deixou estarrecido:

“Mestre, pelas suas previsões, os seis times terminarão com 64 pontos!”

“Se é o que eu disse, é o que eu disse.”

“Mas agora eu preciso saber quem será campeão pelos critérios de desempate. Vitórias, saldo de gols, ataque, cartões vermelhos...”

Ele apoiou os cotovelos na mesa, cruzou os dedos, descansou o queixo sobre eles e disse: “Sinto muito, meu caro, aí são outros quinhentos.”

Por Torero às 07h40



Recebi isto pelo e-meio e copiei aqui. Acho que é originário do blog do José Roberto Torero.


Marcadores:

O pagador do sucesso

O pagador do sucesso

RIO DE JANEIRO - São frequentes os atores de cinema que se transformaram em bons diretores. Os casos mais notáveis seriam Chaplin e Orson Welles, passando por Vittorio De Sica, que começou como galã do cinema italiano e terminou como diretor de obras-primas, como "Ladrões de Bicicletas", "Umberto D" e "Milagre em Milão".
Anselmo Duarte, em nível nacional, lembra sobretudo De Sica. Quando estreou na direção, com "Absolutamente Certo", a crítica reconheceu que o eterno galã das chanchadas da Atlântida tinha jeito para a coisa, o filme ficava acima da produção daquela época. Mas era, ainda, uma extensão mais ou menos séria dos filmes populares que então eram feitos no Brasil.
Veio depois o impacto de "O Pagador de Promessas", que, antes mesmo da Palma de Ouro de Cannes, foi considerado um dos melhores filmes nacionais de todos os tempos. O prêmio internacional, paradoxalmente, se não fez mal ao filme, fez mal a seu diretor. Anselmo passou a ser negado não só pela crítica mas pelos colegas de ofício, notadamente o pessoal do cinema novo, que então começava a despontar.
Tentando desqualificar a Palma de Ouro, foi dito que o júri daquele ano dividira-se entre Buñuel e Antonioni, dois cobras assumidos do cinema internacional. Anselmo teria aproveitado a brecha e, namorando a presidente dos jurados, foi o tertius que levou a Palma e a sua alma.
Nunca se recuperou do trauma em sua própria terra. Funcionando sempre de olho nos prêmios internacionais, principalmente no de Cannes, os cineastas e produtores nativos eram unânimes em negar não só o filme mas, sobretudo, o diretor. Ensaios e livros são pródigos em elogiar os filmes do cinema novo, mas colocam uma pedra do silêncio em cima de Anselmo Duarte.

O texto é de Carlos Heitor Cony, na Folha de São Paulo, de 10 de novembro de 2009.

O ator e diretor de cinema, Anselmo Duarte, faleceu no final de semana passado. Foi o único diretor de cinema brasileiro vencedor de Cannes até agora. Mas pelo que dizem os necrológios, isto talvez lhe tenha feito mais mal que bem na época, e, a partir de então, na vida e obra de Anselmo Duarte.

Marcadores: , , , ,

Sábado, Novembro 07, 2009

A São Paulo de Lévi-Strauss

A São Paulo de Lévi-Strauss

SÃO PAULO - "Um espírito malicioso definiu a América como uma terra que passou da barbárie à decrepitude sem conhecer a civilização. Poder-se-ia, com mais acerto, aplicar a fórmula às cidades do Novo Mundo: elas vão do viço à decrepitude sem parar na idade avançada". O antropólogo Claude Lévi-Strauss inicia com essas palavras, bem conhecidas, o capítulo sobre "São Paulo", o 11º de "Tristes Trópicos", dedicado a relatos e reflexões em torno de sua viagem ao Brasil.
Lançado só em 1955, 15 anos após a volta do autor à França, o livro tem um forte acento literário e ensaístico, o que o torna bom de ler.
Ao chegar a São Paulo em 1935, Lévi-Strauss diz que "não foi o aspecto novo que de início me espantou, mas a precocidade dos estragos do tempo". Logo adiante, ele ironiza o afã do progresso de uma cidade que se "desenvolve a tal velocidade que é impossível obter seu mapa: cada semana demandaria uma nova edição". São Paulo lhe parece em contínuo processo de construção e dissolução -um amálgama de novidades e ruínas incapaz de alcançar a civilização. Fisicamente, a cidade descrita não existe mais, o que comprova o acerto das observações.
Na década de 30, o provincianismo da sociedade paulistana impressiona e diverte o francês de espírito cultivado. "Tristes Trópicos" é cruel com nossas veleidades.
Como suas orquídeas prediletas, diz Lévi-Strauss, a elite paulista "formava uma flora indolente e mais exótica do que imaginava" -e a cultura, "até época recente, era um brinquedo para os ricos".
Falando sobre a USP, que ajudou a criar, Lévi-Strauss diz ter julgado seus colegas nativos com "uma compaixão um pouco arrogante". E explica: "Ao ver aqueles professores miseravelmente pagos, obrigados, para comer, a fazer obscuros trabalhos, senti orgulho de pertencer a um país de velha cultura, onde o exercício de uma profissão liberal era cercado de garantias e de prestígio". O tempo passou, mas "Tristes Trópicos" dá muito o que pensar.

Texto de Fernando de Barros e Silva, na Folha de São Paulo, de 4 de novembro de 2009.


Marcadores: