terça-feira, dezembro 28, 2010

Blake Edwards

Blake Edwards


O tempo é assim. A gente pensa consigo mesmo “daqui a pouco eu faço”, e lá se vão quase 15 dias.

O diretor de cinema Blake Edwards faleceu no dia 15 de dezembro passado.

Pouco sei da vida dele, fora que era diretor de cinema e casado com a atriz Julie Andrews.

Mas o que me levou a escrever, foi os poucos filmes que vi dirigidos por ele. E que também me fizeram rir. Em especial os da série da Pantera Cor-de-Rosa, da década de 1970, estrelados pelo também já falecido Peter Sellers. Foram (são) filmes muito engraçados.

Outro filme foi o engraçado e singular “Victor ou Vitória”, estrelado por Julie Andrews, onde ela fazia o papel de uma atriz que se fazia passar por homem, para alcançar o sucesso nos cabarés da Paris dos anos 1930, o que acaba por gerar uma tremenda confusão na cabeça do personagem vivido pelo ator James Garner.

Blake Edwards tinha 88 anos, e uma penca de filmes no currículo.

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Tenente Frank Derbin

Tenente Frank Derbin


O tempo é assim. A gente pensa consigo mesmo “daqui a pouco eu faço”, e lá se foi um mês.

Um mês já se foi desde a notícia do falecimento do ator Leslie Nielsen. Dizem os necrológios que ele faleceu em decorrência de pneumonia, aos 84 anos.

E então nós descobrimos que Nielsen tinha uma longa carreira em Hollywood, onde começou como ator “sério”, na década de 1950, onde atuou, por exemplo, num filme de ficção científica chamado “Planeta Proibido”.

Mas a verdade é que eu só me lembro dele, de filmes muito mais recentes, como “Apertem os cintos, o piloto sumiu”, da década de 1980, que é possível que eu tenha visto em fita de vídeo-cassete.

Com Mr. Magoo, que deve ter tido diversas reprises na TV aberta, ele protagonizou uma bela e engraçada adaptação do personagem de desenho animado com graves limitações visuais. Lá em casa virou bordão, uma frase onde um dos personagens pergunta “O Peru, está no Brasil?”, brincando com a anedótica ignorância dos norte-americanos de geografia (e do resto do mundo, também, ou você sabe a capital de Níger ou a do Lesoto). Em tempo: no filme se perguntava se o bandido Ortega Peru estava escondido no Brasil. Pois é, o Brasil como refúgio de criminosos também é lugar comum em filmes de Hollywood. Talvez, com razão?

Mas certamente minhas melhores memórias de Leslie, são as da série “Corra, que a polícia vem aí”, onde ele interpretava o tenente Frank Derbin. Foram muitas gargalhadas. Em especial, não me lembro em qual dos três filmes, uma cena em que Derbin / Nielsen se atrapalha com um criminoso disfarçado de cientista, preso a uma cadeira de rodas. Sempre sorrio, quando penso nela. A cena termina com uma “homenagem” ao filme “E.T., o Extraterrestre”, de Spielberg, no final.

O humor de Nielsen vai me deixar com saudades...

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Diretor Blake Edwards morre aos 88 anos

O cineasta Blake Edwards, famoso por comédias como "A Pantera Cor-de-Rosa", morreu na manhã desta quinta-feira. Ele tinha 88 anos e era casado desde 1969 com a atriz Julie Andrews, estrela de vários de seus filmes. Segundo seu agente, Gene Schwam, Edwards foi vítima de complicações provocadas por uma pneumonia. Andrews estava a seu lado no momento de sua morte.
break-->AserA série "A Pantera Cor-de-Rosa", cujo primeiro filme foi lançado em 1964, é o maior sucesso da carreira de Edwards. O longa ficou famoso pela música-tema, composta por Henry Mancini (outro parceiro constante do diretor), e pelo desastrado personagem principal, o inspetor Clouseau vivido por Peter Sellers. 
Nascido em 26 de julho de 1922, Edwards começou no cinema como roteirista e tornou-se conhecido primeiro na televisão, com a série "Peter Gunn". Seu primeiro grande sucesso na telona foi "Bonequinha de Luxo", estrelado por Audrey Hepburn. Ele foi contratado para dirigir o filme depois que o cineasta original, John Frankenheimer, foi demitido.
Além de "A Pantera Cor-de-Rosa", outros sucessos do diretor foram as comédias "Mulher Nota 10" (1979), "Vitor ou Vitória" (1982) e "Um Convidado Bem Trapalhão" (1968). Também dirigiu alguns dramas bem-sucedidos, como "Vício Maldito" (1962), com Jack Lemmon.
Seu último trabalho para o cinema foi "O Filho da Pantera Cor-de-Rosa", de 1993, com o italiano Roberto Benigni (de "A Vida É Bela") assumindo o papel que foi de Peter Sellers. O personagem foi revivido por Steve Martin mais duas vezes, em 2006 e 2009, filmes nos quais Edwards não teve qualquer participação. "Blake Edwards foi uma das pessoas que me fez amar comédia", escreveu Martin no Twitter, pouco depois de saber da morte.
Em 2004, ele ganhou um Oscar especial pelo conjunto de sua obra. Ao receber a estatueta, fez jus a seu título de gênio da comédia: apareceu no palco em uma cadeira de rodas em alta velocidade e simulou um acidente.


Esta notícia no IG Notícias, foi vista no blog do Luís Nassif

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quarta-feira, outubro 27, 2010

De repente, a morte - Romeu Tuma, Nestor Kirchner

Nestes últimos dois dias fomos surpreendidos pela morte de dois personagens ilustres.

Ontem faleceu o senador e ex-delegado Romeu Tuma. No caso de Tuma, a morte não chega tão repentinamente assim. O senador estava internado faz algum tempo, e um portal de notícias havia divulgado sua morte tempos atrás numa barriga que não chegou a ser desmentida com o mesmo destaque da então falsa notícia de morte. O senador tinha 79 anos, e se notabilizou por ser chefe do Dops de São Paulo, no final da década de 1970, o que lançou uma certa sombra de dúvida sobre o senador nestes últimos dias. Também desempenhou o cargo de chefe da Polícia Federal no governo Sarney, e de secretário da Receita Federal. Exercia o mandato de senador desde 1994.

Mais do que o falecimento do senador Romeu Tuma, foi a notícia hoje, no final da manhã do falecimento do ex-presidente argentino, e atual secretário da Unasul, Nestor Kirchner. Kirchner foi o presidente que veio restabelecer certo equilíbrio sobre a Argentina, após o caos que se abateu sobre o país vizinho após o governo Menem. De La Rua foi eleito, mas renunciou diante de grave crise econômica decorrente da conversibilidade peso-dólar que vigorara no governo anterior. Em seguida, três presidentes se sucederam rapidamente tentando achar uma solução. A coisa mais próxima de uma solução no caso da Argentina acabou por ser a eleição de Kirchner em 2003. Kirchner acabou por renegociar uma dívida externa, que até hoje é contestada por alguns credores. E sua esposa, Cristina Fernandez, acabou por sucedê-lo. Após passar mal, foi levado ao hospital, onde veio a falecer, em El Calafate, no sul da Argentina. A notícia do IG, dá contas de lamentações por parte de praticamente todos os dirigentes dos países da América do Sul.


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quinta-feira, setembro 30, 2010

Tony Curtis morre aos 85 anos



O ator americano Tony Curtis morreu aos 85 anos, informou nesta quinta-feira sua filha, a atriz Jamie Lee Curtis, ao site "Entertaiment Tonight".

Protagonista de várias comédias de Hollywood das décadas de 50 e 60, como "Quanto Mais Quente Melhor" (1959), Curtis foi hospitalizado em julho em Las Vegas (EUA) por conta de problemas respiratórios. Segundo o jornal "New York Times", Curtis morreu de parada cardiorespiratória. Ele estava em sua casa em Las Vegas ao lado da mulher e morreu em sua cama, à meia-noite, segundo o administrador de seus negócios e porta-voz da família, Preston Ahearn.

Bonito e talentoso, Curtis foi um dos grandes astros de Hollywood nos anos 1950 e também um conhecido playboy naquela época. Ele se tornou famoso em grandes sucessos de bilheteria, como "A Embriaguez do Sucesso".

Curtis desempenhou um papel memorável no clássico "Spartacus", em 1960, e foi indicado para o Oscar em 1958, por sua atuação em "Acorrentados". Atuou em mais de 140 filmes, mas parte de sua carreira foi prejudicada por problemas com cocaína e álcool.

Curtis foi casado seis vezes. Seu primeiro casamento foi com a atriz Janet Leigh, com quem teve dois filhos -- incluindo a atriz Jamie Lee Curtis.

Ele teve mais dois filhos de seu casamento com Leslie Allen. Um dos filhos de Curtis e Allen, Nicholas, morreu de overdose de heroína em 1994.

Seu último casamento foi com Jill Vandenberg, 42 anos mais jovem. Eles estavam casados desde 1998.


Notícia da Folha.com . A foto tem crédito apenas para a AP - Associated Press.

Num outro texto, a manchete é "Vida de Tony Curtis parece ter saído de um roteiro de Hollywood".

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segunda-feira, agosto 16, 2010

Tony Judt

Tony Judt


SÃO PAULO - Tony Judt era (ou é) um dos maiores intelectuais da atualidade. A frase soa batida e talvez não dê conta da dimensão pública do historiador britânico, morto na sexta-feira, aos 62 anos.
Três de seus livros estão traduzidos: "Passado Imperfeito" (1992), sobre a atração fatal da intelectualidade parisiense pelo comunismo nos anos que se seguiram à libertação da França, em 1944; "Pós-Guerra: uma História da Europa desde 1945" (2007), que é sua obra monumental; e "Reflexões sobre um Século Esquecido" (2008), reunião de ensaios que pingaram nas últimas duas décadas em publicações como a "New York Review of Books".
São textos excepcionais, escritos com estilo e clareza exemplar. Vários deles cuidam dos intelectuais e da sua relação, tantas vezes de omissão ou cumplicidade, com os horrores do século 20.
Em "Eric Hobsbawm e o Romance do Comunismo", Judt elogia a "fama bem merecida" do colega, "o historiador mais dotado do nosso tempo". Mas lembra que, "para fazer algum bem no novo século, temos de começar por dizer a verdade sobre o anterior"; e Hobsbawm "de certa forma dormiu durante o terror e a vergonha de sua época".
Não imagine por isso que Judt seja um entusiasta do livre-mercadismo. Não mesmo. Ele não hesita em tratar o marxismo como uma fantasia -"uma combinação de descrição econômica, prescrição moral e previsão moral" sedutora-, mas permanece no campo da esquerda.
Sua perspectiva é a social-democracia, ainda que reconheça que hoje ela tenda a se confundir com a "ala avançada do liberalismo de mercado reformista". Judt é um pensador agudo, sutil e antidogmático, jamais obscuro ou panfletário.
Talvez por isso tivesse humor para dizer: "Fora da universidade, sou visto como um comunista judeu, esquerdista e louco que se odeia; dentro da universidade, me veem como um elitista branco, liberal e antiquado". Intelectuais como ele fazem diferença. E falta.


Texto de Fernando de Barros e Silva, na Folha de São Paulo, de 9 de agosto de 2010.


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sábado, agosto 14, 2010

Morre o historiador Tony Judt

Aos 62, historiador britânico Tony Judt morre nos EUA

Ele sofria desde 2008 de doença neuromuscular progressiva que deixou seu corpo paralisado

Intelectual conhecido pelo livro "Pós-Guerra - Uma História da Europa desde 1945" se manteve ativo até o fim da vida

DE SÃO PAULO

O historiador britânico Tony Judt, 62, autor de "Pós-Guerra - Uma História da Europa desde 1945", morreu na última sexta-feira, segundo nota divulgada ontem pela Universidade de Nova York, onde Judt lecionava.
O historiador -provavelmente o principal intelectual social-democrata em atividade- lutava desde 2008 contra uma esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença neuromuscular progressiva que em poucos meses resultou na paralisia de seu corpo.
Conhecido como doença de Lou Gehrig -em alusão ao jogador de beisebol que morreu aos 37 anos da enfermidade-, o mal provoca a morte das células nervosas. "A ELA constitui uma prisão progressiva sem condicional", escreveu ele, em janeiro, na "The New York Review of Books".
Judt respirava com a ajuda de aparelhos, mas manteve-se ativo, publicando artigos e livros que atacavam o pensamento conservador e a crescente desigualdade econômica na Europa e nos EUA. Formado em instituições-símbolo da academia europeia -a Universidade de Cambridge e a Escola Normal Superior, em Paris-, Judt lecionou em universidades americanas durante a maior parte de sua carreira.
Nascido em Londres, de família judia, foi partidário da política israelense quando jovem. Mas ficou conhecido por críticas à política externa americana, ao futuro da Europa e a Israel.
Em 2006, envolveu-se em uma polêmica ao declarar que "Israel é hoje ruim para os judeus".
Nas palavras do "New York Times", Judt falava "verdades mal-educadas" que despertavam tanto admiração quanto críticas de outros intelectuais. Judt morava em Manhattan, era casado e pai de dois filhos, de 15 e 12 anos.

OBRAS
Sua carreira foi marcada por opiniões contundentes e críticas aos discursos políticos hegemônicos. Dois de seus livros, lançados no Brasil em 2008, defendem ideias polêmicas. Em o "Passado Imperfeito" (Nova Fronteira), acusa intelectuais franceses do pós-Guerra de fazerem vista grossa às perseguições cometidas pelo comunismo.
Já em "Pós-Guerra" (ed. Objetiva), Judt critica Israel por esvaziar o significado do Holocausto. Com quase 900 páginas, o livro faz um denso panorama da história europeia contemporânea.
Seu livro "Reflexões Sobre um Século Esquecido" foi lançado em maio no Brasil. "Ill Fares the Land", sua última obra, ainda é inédita em português.

A DOENÇA
Em texto publicado no caderno Mais! em 10 de janeiro, o historiador descreve a percepção progressiva da doença no próprio corpo.
"O que é diferente na ELA é, em primeiro lugar, que não há perda de sensação (uma bênção dúbia) e, em segundo, que não há dor."
"Em comparação com quase todas as outras doenças graves ou mortais, ficamos à vontade para contemplar tranquilamente e com mínimo desconforto o avanço catastrófico de nossa própria deterioração."
A tecnologia tem ajudado as vítimas da doença, que progride com rapidez diferente em cada paciente. O físico britânico Stephen Hawking, também portador da ELA, consegue trabalhar e se comunicar graças a softwares desenvolvidos no Vale do Silício (EUA).

Notícia publicada na Folha de São Paulo, de 8 de agosto de 2010.


Judt preencheu vazio intelectual no pós-Guerra Fria

CLAUDIA ANTUNES
DO RIO

Apesar de ter iniciado carreira acadêmica nos anos 70, Tony Judt emergiu como intelectual público no final dos anos 80 e só em 1993 publicou seu primeiro artigo na "New York Review of Books", da qual se tornaria colaborador frequente.
O fato de ter sido desde sempre um social-democrata -e ao mesmo tempo conhecedor profundo das tradições marxista e conservadora europeias- permitiu que ele ocupasse um lugar de ponta no questionamento da euforia livre-mercadista dos anos 90, quando parte da esquerda ainda se debruçava sobre os escombros do Muro de Berlim.
Judt destacou-se pela crítica da predominância do cálculo econômico na definição das políticas públicas.
Costumava lembrar que os elos de responsabilidade coletiva forjados pelo Estado de bem-estar representaram um antídoto contra o risco autoritário de direita e de esquerda nas democracias de massa no século 20 - risco que temia ser esquecido.
Nos EUA, onde vivia há 23 anos, Judt marcou distância da arrogância resultante do excesso de poder que se seguiu à vitória do país na Guerra Fria.
Em 2006, pondo em questão o discurso renovado da "missão civilizatória" ocidental, cobrou dos americanos uma revisão do seu próprio histórico de apoio a ditaduras e massacres no antigo Terceiro Mundo.
Mas ele era um polemista nem sempre previsível, e não se enquadrava em grupos políticos ou correntes acadêmicas -embora tivesse a ambição de transmitir em sua obra um "quadro amplo" da história, como o também britânico Eric Hobsbawm, cujo trabalho admirava, mas de quem divergia.
Diferentemente de outros intelectuais que basearam sua trajetória na crítica ao stalinismo, como Bernard-Henri Lévy e Christopher Hitchens, Judt não aderiu à cruzada contra um suposto "fascismo islâmico" no pós-11 de Setembro.
Chamou de "idiotas úteis de [George W.] Bush" os progressistas que endossaram a "guerra ao terror".
Mas antes disso apoiou as intervenções da Otan (aliança militar ocidental) nos Bálcãs quando da dissolução da antiga Iugoslávia, distanciando-se de expoentes da esquerda anti-imperialista, como Noam Chomsky.
"Não acredito que deveríamos ter regras morais que se apliquem a tudo para a ação política internacional. A política diz respeito ao possível", disse à revista "Prospect".

Texto também da Folha de São Paulo. Se bem que eu acho meio forte falar em "vazio intelectual do pós-guerra fria".

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segunda-feira, junho 21, 2010

Escritor português José Saramago morre aos 87 anos

Escritor português José Saramago morre aos 87 anos

O escritor português José Saramago morreu nesta sexta-feira em sua casa em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, Espanha, aos 87 anos.

Saramago, criador de obras como O Evangelho Segundo Jesus Cristo, A Viagem do Elefante e Ensaio sobre a Cegueira, se tornou, em 1998, o primeiro e único escritor em língua portuguesa a ganhar o prêmio Nobel de Literatura.

O escritor passou recentemente vários períodos hospitalizado devido a problemas respiratórios.

A Fundação José Saramago informou que o escritor morreu às 12h30 (hora local, 7h30 em Brasília) em sua casa em Lanzarote "em consequência de falência múltipla dos órgãos, após uma prolongada doença. O escritor morreu acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila", segundo o jornal português.

De acordo com o jornal português Público, o estado de saúde do escritor, que estava doente, era "estável", mas a situação teria se agravado de acordo com o editor de Saramago, Zeferino Coelho.

'Estável'

Saramago nasceu na aldeia portuguesa de Azinhaga no dia 16 de novembro de 1922 e, apesar de se mudar aos dois anos de idade com a família para a capital, Lisboa, a aldeia teve uma importância constante em sua vida e foi citada em 1998, quando Saramago tinha 76 anos de idade, no discurso perante a Academia Sueca pela atribuição do Nobel de Literatura.

Seu primeiro livro foi publicado em 1947, Terras do Pecado, um fracasso comercial que contava a história de um camponês em crise.

O título original proposto por Saramago, Viúva, foi alterado por imposição da editora, que o considerava pouco comercial. Esta seria uma das razões pela qual Saramago resistia a incluí-lo na sua bibliografia.

O romance seguinte, Claraboia, foi recusado pelo editor e permanece inédito até hoje.

O escritor trabalhou então como crítico literário e, a partir de 1968, entrou para o Partido Comunista Português, no qual militou até sua morte.

A partir da década de 60, Saramago também desenvolveu um intenso trabalho jornalístico, trabalhando em jornais em jornais como Diário de Notícias e Diário de Lisboa.

Em 1975 o escritor chegou ao cargo de diretor-adjunto do Diário de Notícias, mas foi demitido naquele mesmo ano e decidiu virar escritor em tempo integral.

Volta à literatura

A partir da década de 80, Saramago lança seus romances mais famosos. É de 1980 o livro que é considerado uma das obras fundamentais do escritor, Levantado do Chão, uma história sobre os trabalhadores da região do Alentejo, que fala sobre assuntos como reforma agrária.

O livro que rendeu fama internacional ao escritor, Memorial do Convento, foi lançado em 1982 e se tornou um dos mais estudados e discutidos trabalhos do escritor.

Em seguida, Saramago lançou outras obras famosas como o Ano da Morte de Ricardo Reis, em 1984, História do Cerco de Lisboa, em 1989.

Em 1991 o escritor lançou um dos mais polêmicos livros de sua carreira, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, com uma abordagem polêmica da história de Jesus.

Logo depois do lançamento deste livro, em 1993, Saramago se muda para Lanzarote, devido à oposição ao romance por parte do governo de direita de Portugal, que o considerou ofensivo aos católicos.

O governo do Partido Social Democrata, na época, vetou o romance para o Prêmio Europeu de Literatura.

Em 1995, Saramago lança Ensaio Sobre a Cegueira, que seria adaptado para o cinema pelo cineasta Fernando Meirelles em 2008.

Em setembro de 2008 Saramago lançou seu blog, chamado de O Caderno de Saramago.

Na época, o escritor afirmou que o espaço iria trazer "o que for, comentários, reflexões, simples opiniões sobre isto e aquilo, enfim, o que vier a talhe de foice".

A compilação dos posts de Saramago no blog foi publicada em 2009, trazendo textos nos quais o escritor criticava o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o papa.

O último livro de Saramago, Caim, também foi lançado em 2009.

Falando à BBC em junho de 2009, o escritor afirmou que "posso ter três, quatro anos de vida, talvez menos".

"Toda vez que termino um livro, espero por outra ideia, que pode não vir desta vez, vamos ver."


Notícia da BBC Brasil.

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terça-feira, junho 01, 2010

O homem que estava lá

O homem que estava lá

Morto anteontem, o ator e diretor norte-americano Dennis Hopper participou de grandes momentos do cinema

MÁRIO BORTOLOTTO
ESPECIAL PARA A FOLHA

Anteontem, perdemos Dennis Hopper. Ele estava com 74 anos e foi vítima de um câncer de próstata.
Hopper jamais morreria de tédio. Assim como o poeta russo Vladimir Maiakóvski (1893-1930), o excêntrico e intenso ator e diretor americano, imortalizado em trabalhos como "Sem Destino" e "O Selvagem da Motocicleta", estaria disposto a morrer de vodca -jamais de tédio.
No cinema, colecionou encrencas, amigos e inimigos leais, além de elogios e críticas destruidoras. E sempre esteve em todos os lugares onde sua presença parecia se fazer necessária.
Foi dos últimos grandes anti-heróis do cinema. Dessa linhagem, ainda temos Jack Nicholson, que estava com Hopper recentemente, quando o ator teve inaugurada sua estrela na calçada da fama de Hollywood.
Nossos heróis definitivamente estão nos deixando.

Texto da Folha de São Paulo, de 31 de maio de 2010.

Figura difícil, Hopper se confundia com personagens

Em grandes filmes ou em "bombas", o ator construiu tipos inesquecíveis

Com o sucesso de "Sem Destino", virou um megalômano insuportável, brigou de porrada com suas mulheres e foi ridicularizado

ESPECIAL PARA A FOLHA

No programa "Fishing With John" (disponível no YouTube), o músico John Lurie levava alguns amigos para pescar com ele. Com Dennis Hopper, foram necessários dois programas.
E não era uma pesca comum. Hopper não aceitaria sair de casa para sentar com uma vara na beira de um rio. O que eles queriam era pescar a lula gigante.
É claro que não conseguiram, mas o programa se tornou um tratado sobre como transformar o tédio em uma experiência fascinante.
Hopper sempre esteve na cena -não exatamente no centro da cena. Mas estava lá, atento e imprescindível, mesmo como coadjuvante.
Com James Dean em "Juventude Transviada" (1955), lendo Stanislavski enquanto aguardava para filmar. Com Peter Fonda e Jack Nicholson no mítico "Sem Destino" (69). Chapado com Marlon Brando em "Apocalypse Now" (79).
Vivendo o pai bêbado e filósofo de Matt Dillon e Mickey Rourke em "O Selvagem da Motocicleta" (83), ou o barman insidioso de "Indian Runner" (91), do amigo Sean Penn. Interpretando o psicopata mais estranho dos anos 1980 em "Veludo Azul" (86).

MEGALÔMANO
Hopper nunca foi uma figura fácil. Enlouqueceu durante as filmagens de "Sem Destino" e, como um relâmpago, passou de louco a gênio após o sucesso do filme.
Virou um megalômano egoico e insuportável, brigou de porrada com suas mulheres e foi ridicularizado por aqueles que o haviam idolatrado. Tudo muito rápido, quase meteórico.
Hopper se confundia propositalmente com os personagens que interpretava. Não tinha medo de colocar sua personalidade na frente do trabalho de ator e, com isso, construiu uma galeria de personagens inesquecíveis, com sua marca indiscutível e facilmente reconhecível.
Em "O Selvagem da Motocicleta", ele diz que seu filho nasceu do lado errado do rio. Me parece a definição exata para Hopper. O cara que aparentemente fazia tudo errado e do jeito mais torto possível.
Mas, quando interpretava, fazíamos questão de prestar atenção até para tentar identificar onde começava e terminava o trabalho de ator.
E era sempre muito difícil conseguir identificar, porque ele sempre fez questão de confundir, mesmo atuando nas piores bombas.
Como esquecer, em "Waterworld" (95), o vilão Deacon líder dos Smokers por exemplo? Sua risada característica, seu olhar alucinado, tudo estava lá, de novo a serviço de sua aparentemente desgovernada atuação.

ATOR PROBLEMA
Hopper sabia onde queria chegar, só que sempre pegava a estrada mais acidentada. Parece que ele tinha que fazer jus à fama de "ator problema". Levava a sério a fama de mau.
E se era isso que Hollywood estava precisando, já sabia para que lado olhar, desde o dia que subiu naquela Harley em direção a Nova Orleans, em "Sem Destino".
Quando aquele caipira o derrubou de sua moto com um tiro fatal, a história não estava acabando. Para Dennis Hopper e toda um legião de sujeitos inquietos e propositalmente desgovernados e inclassificáveis, a história estava só começando.
(MÁRIO BORTOLOTTO)

MÁRIO BORTOLOTTO é ator, diretor e dramaturgo.

Também da Folha de São Paulo, de 31 de maio de 2010.

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sexta-feira, março 19, 2010

A morte de Fess "Boone" Parker




O ator americano Fess Parker, considerado um ícone americano por ter interpretado Davy Crockett nos anos 50 e Daniel Boone nos anos 70, morreu por causas naturais, segundo a família, nesta quinta-feira, aos 85 anos, em sua casa-vinhedo no Vale de Santa Ynez, na Califórnia.


“O ator, empresário e viticultor Fess E. Parker morreu hoje, 18 de março, em sua casa em Santa Ynez”, destacou o comunicado divulgado pela família que reside neste vale vinícola, 200 km a noroeste de Los Angeles, perto de Santa Bárbara.


Como ator das séries dos anos 1950 Davy Crockett, Rei da Fronteira e Daniel Boone, Parker influenciou milhões de jovens no fim dos anos 1950 e 1960, quando estas histórias “western” para as famílias se tornaram populares no mundo todo.


Nascido no Texas (centro-sul dos EUA), Parker estudou História no começo dos anos 1950 e foi para a Califórnia, onde cursou Teatro na Universidade do Sul da Califórnia.


Na década de 70, trocou a carreira artística pela exploração de imóveis na costa de Santa Bárbara, onde instalou três complexos de alojamentos para férias no estilo de acampamento e um hotel de luxo com 150 quartos de frente para o oceano Pacífico.


A notícia foi vista no blog do Luís Nassif. O blog do Luís Nassif coloca a origem como o R7.


Recentemente eu expliquei que este blogue não é um necrológio. Contudo pessoas que fizeram parte de minha infância através da babá eletrônica continuam a morrer. Muitas tardes devo ter visto episódios de Daniel Boone, não me lembro em qual canal, mas possivelmente na retransmissora local da Rede Globo. A exemplo do que eu disse sobre Missão Impossível, sou incapaz de relembrar qualquer episódio de Daniel Boone, mas a abertura tinha uma cena memorável em que Daniel Boone partia uma tora ao meio através do arremesso de um machadinho...

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terça-feira, março 16, 2010

GLAUCO (1957 - 2010)


Vez por outra a violência nos invade e nos choca. Nos deixa perplexos, catatônicos. Me senti assim quando soube da notícia da morte do cartunista Glauco, na manhã de sexta-feira passada, dia 12.


Eu ouvia o rádio, adiando o momento de levantar da cama para ir trabalhar, quando o narrador divulgou a notícia do assassinato do cartunista e de seu filho Raony, um jovem com 25 anos, em decorrência de um assalto.


Depois a notícia mudou, e o assassino seria um jovem, possivelmente sob efeito de drogas, e que seria conhecido da família de Glauco. A relação teria se dado através de um culto do Daime, que Glauco liderava em um templo que ficava anexo à sua casa, em São Paulo.


Na verdade, não sei se este esclarecimento melhora ou piora a perplexidade pela estupidez da morte do cartunista.


E eu nem era grande fã de Glauco. Mas acho que ninguém merece morrer desta maneira.


A charge acima, em sua homenagem, foi publicada na Folha de São Paulo, do dia 13.

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Ator da série "Missão Impossível", Peter Graves morre nos EUA

Ator da série "Missão Impossível", Peter Graves morre nos EUA

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da France Presse, em Los Angeles

O ator americano Peter Graves, famoso pelo personagem Jim Phelps na série de televisão "Missão Impossível", morreu no domingo em casa, em Los Angeles, aos 83 anos.

O ator foi encontrado morto dentro de casa, no bairro de Pacific Palisades, ao oeste de Los Angeles. De acordo com a polícia, o ator morreu de causas naturais.

Em quase 60 anos de carreira, Peter Aurness, conhecido com o nome artístico de Peter Graves, participou de 130 filmes e séries de televisão.

O ator apareceu em filmes como "Stalag 17" de Billy Wilder e "A Noite do Caçador", de Charles Laughton. Também trabalhou com o diretor John Ford.

No entanto, foi na televisão em que ficou famoso, em 1967, com a série "Missão Impossível", na qual interpretou o principal personagem, Jim Phelps, um agente secreto que tinha que superar diversas dificuldades para o êxito das operações.

Notícia visto na Folha Online.

Imagem vista no Revista TV Séries, via Google Imagens.

Na minha infância vi muitos episódios da série Missão Impossível, de 1967, na televisão durante os anos 1970. Sou incapaz de lembrar o enredo de qualquer um deles, mas a música tema (obviamente a mesma dos recentes filmes com Tom Cruise), enquanto um "pavio" passava pela tela mostrando imagens do episódio a ser apresentado, se tornou inesquecível. E claro, a fita que delegava a missão "impossível" ao personagem Jim Phelps sempre se auto-destruiria em 10 segundos (ou seriam 5?)...


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quarta-feira, março 10, 2010

“Morreu o Seu Alfredo”

“Morreu o Seu Alfredo”


Assim começou o meu dia nesta quarta-feira. Juntamente com a troca de cumprimentos de bom dia, recebi de minha vizinha a notícia do falecimento de importante membro da igreja que eu costumava freqüentar.


Engoli em seco a notícia, e desci a rua em direção à condução que me levaria ao trabalho. E logo a tristeza tomou conta, e lágrimas desceram pelo meu rosto.


Seu Alfredo morreu. Ainda que eu estivesse algo afastado da freqüência regular aos cultos da igreja, não pude deixar de pensar que nunca mais poderia compartilhar momentos com ele que me foram bastante prazerosos. Orar juntos. Estar juntos numa classe de escola dominical. Uma classe de escola dominical é um momento em membros de igrejas protestantes se reúnem para estudar juntos a Bíblia. Nesta igreja é às 9 h 15 min de cada domingo. Antes da realização do culto, que ocorre às 10 h 30 min.


Boas lembranças tenho do Seu Alfredo. Por exemplo, sua simpatia. Era muito mais comum vê-lo sorrindo, que vê-lo amuado. Normalmente tinha palavras de incentivo a dar. Nas tais classes da escola dominical de que falei acima, ele tinha palavras interessantes, relevantes. Uma vez me repreendeu quando eu utilizava palavras por demais etéreas para falar do livro do Apocalipse. Desde que uma vez alguém me falou que toda a riqueza lingüística utilizada pelo narrador para falar da Nova Jerusalém no último livro da Bíblia era incapaz de mostrar como a tal cidade em que Deus faria morada com os homens seria de fato, e eu acreditei nisso, ficou difícil falar no mundo do porvir. O texto do Apocalipse é assim: “e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu./ E tinha a glória de Deus;/ e a sua luz era semelhante a uma pedra / preciosíssima, / como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente. (…) / E a cidade de ouro puro, / semelhante a vidro puro.” . Está no capitulo 21 do livro de Apocalipse. Para seu Alfredo o porvir era a esperança da ressurreição, como na carta de Paulo aos Coríntios. Como Jesus ressuscitou, os que crêem nele também haveriam de ressuscitar. E dessa ressurreição resultariam rencontros. Rencontros com os entes queridos que se foram antes de nós. E naquele momento, Seu Alfredo lembrou o pai dele. O porvir haveria de ser a ressurreição da carne e a alegria dos rencontros. Não à toa, me emociono enquanto escrevo isso. Seu Alfredo morreu crendo na ressurreição.


Nos nossos poucos momentos de convivência me lembro de passagens narradas de sua vida. A convicção de sua crença em Jesus, as iniciativas de testemunhar sobre isso. As atividades como pregador leigo, como diácono de igrejas. Uma pessoa que procurou, dentro de seu entendimento, viver como “luz do mundo” tal como Jesus diz no Sermão do Monte.


Pois é. Morreu o Seu Alfredo. Já não mais poderei orar com ele. Segundo me contaram estava com 93 anos. A vida neste mundo é curta!...


10/03/2010.


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segunda-feira, fevereiro 22, 2010

A morte de Tomás Martínez

Por Sérgio Troncoso

Morre escritor argentino Tomás Eloy Martínez aos 75 anos.

Morreu na noite desse domingo o escritor e jornalista argentino Tomás Eloy Martínez, 75 anos, vítima de um câncer. Autor de Santa Evita, a novela argentina mais traduzida na história do país, e também de O romance de Perón, livro em que narra a vida do presidente Juan Domíngo Perón e de sua segunda esposa, Eva Perón, Martínez foi colunista dos diários La Nacion, The New York Times e do espanhol El País.

Nascido em 1934 na cidade de San Miguel de Tucumán, na província de Tucumán, Tomás Eloy Martínez iniciou sua carreira como revisor, no jornal La Gaceta, mas logo se tornou repórter e, mais tarde, crítico de cinema. Considerado um dos grandes jornalistas da história recente da Argentina, Martínez passou pelas principais publicações do país, como o semanário Primera Plana, o Opinión Cultural e a revista Panorama. Professor universitário e autor de mais de dez livros, Martínez fez parte do grupo que criou o importante diário Página 12, além de ter sido o primeiro diretor do telejornal Telenoche.

Ameaçado pela Aliança Anticomunista da Argentina, Martínez ficou exilado em Caracas, na Venezuela, de 1975 a 1983, onde trabalhou como editor do jornal El Nacional e fundou o El diario de Caracas. Martinéz também foi responsável pela fundação do jornal Siglo XXI em Guadalaraja, no México. Com passagem por Paris, onde trabalhou como repórter, e também pelos Estados Unidos – onde lecionou na Universidade de Maryland – Tomás Eloy Martínez ganhou, em 2002, o prêmio Alfaguara, um dos mais importantes prêmios do espanhol, por seu livro “O voo da rainha”.

Em 2009, o jornal espanhol El País concedeu ao jornalista e escritor o Prêmio Ortega y Gasset de Jornalismo, distinção dada aos autores de trabalhos publicados em espanhol em todo o mundo. Também no ano passado, no dia 24 de junho, Martínez passou a integrar a Academia Nacional de Jornalismo. Seu último livro de literatura, Purgatório data de 2008

http://diversao.terra.com.br/gente/noticias/0,,OI4238823-EI13419,00-Morre+escritor+argentino+Tomas+Eloy+Martinez+aos+anos.htm


Visto no blog do Luís Nassif.

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sexta-feira, dezembro 18, 2009

Lombardi

Lombardi


“Pô! Mas o Lombardi marcou minha infância!” Estas foram palavras de meu filho, quando surgiu a notícia do falecimento do auxiliar de trabalho do apresentador Sílvio Santos.


“Não só da tua, meu filho!” É. Eu poderia ter dito isso.


Desde minhas mais tenras lembranças da infância, vendo televisão, me lembro de minha mãe assistindo o programa do Sílvio Santos, e aquela voz de bastidores no apoio.


“É com você, Lombardi!” dizia Sílvio Santos. “É isso aí, Sílvio...”, e continuava esclarecendo algum ponto da fala do apresentador, ou tecendo loas à algum produto do grupo Sílvio Santos. No início, na maior parte das vezes, o produto louvado era o carnê no Baú.


Depois Sílvio Santos se tornou dono de sua própria rede de TV. E em lugar de “É isso aí, Sílvio...”, veio o “Pois não, patrão!”, e aos poucos parece que a Tele-sena passou a ter mais abrangência que o carnê do Baú, como produto a ser referendado.


E por mais de trinta anos, para mim, e para boa parte do Brasil, aquela voz de bastidores ficou inextricavelmente ligada a Sílvio Santos. No princípio, uma voz sem rosto. Apenas uma voz.


Nos últimos dez ou quinze anos começaram a aparecer algumas fotos daquele locutor, do qual só se conhecia a voz. Hoje uma pesquisa no Google mostra algumas imagens identificando o apoiador do Sílvio Santos desde sempre (claro que uma pesquisa no Google do Brasil trará também referências ao ator Rodrigo Lombardi, à atriz Bruna Lombardi, e ao autor de novelas Carlos Lombardi. Se a pesquisa for na versão original do Google [a dos Estados Unidos] aparecerá um certo Vince Lombardi, técnico daquele futebol deles, jogado com as mãos. Tudo isso resultante de migrantes italianos, afinal não podemos esquecer que há uma região na Itália chamada Lombardia, onde os “bárbaros” lombardos se estabeleceram no século VI).


Lombardi faleceu no último dia 2, de enfarte.


Mais uma memória afetiva que se vai.



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quarta-feira, dezembro 16, 2009

Retratos capitais: Lombardi




Da revista CartaCapital, edição de 9 de dezembro de 2009.

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terça-feira, dezembro 15, 2009

Lombardi, vítima do mito

Lombardi foi prisioneiro do mito

TONY GOES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Certa vez alguns executivos do SBT tiveram uma ideia engraçada: propor à revista "Caras" uma matéria com o Lombardi, mostrando em detalhes a casa e a família do locutor mais famoso do Brasil.
Só uma coisa ficaria de fora: o rosto do locutor. Boa-praça como sempre, Lombardi topou na hora. Mas o projeto não foi adiante, porque esbarrou no veto de Silvio Santos. O apresentador fazia questão absoluta de manter a aura de mistério em torno do dono da voz que se confundia com a própria identidade de sua emissora.
Nos últimos anos essa proibição foi se abrandando. Apesar de jamais aparecer no vídeo, a cara de Lombardi não era mais tabu. Bastava uma "googlada" ou uma fuçada no YouTube e lá estava ele: um senhor de aparência comum, quase sempre de óculos escuros.
O locutor chegou a dar uma entrevista para um repórter da megarrival Globo na concentração da escola de samba Tradição, que em 2001 desfilou com um enredo em homenagem a Silvio Santos. Mesmo assim, o segredo continuava -ainda que em tom de brincadeira, com direito a comunidades no Orkut do tipo "Quem é o Lombardi?".

Quase uma estrela
Ele era realmente único. Voz e nome conhecidíssimos do Oiapoque ao Chuí, imitadíssimo por profissionais e amadores, a escada perfeita para a exuberância de Sílvio. Desde a era de ouro do rádio, nunca ninguém ficou tão célebre sem ter um rosto conhecido pelo público. Qualquer canal de TV tem seus locutores oficiais, que dão voz a chamadas e aberturas de programas. Mas são todos sempre anônimos, e nenhum pode se considerar uma estrela.
Lombardi era quase uma estrela. Instantaneamente reconhecível como um símbolo do SBT, ele não recebia da emissora um tratamento à altura. Seu salário era uma fração do que recebem os grandes nomes da casa. O homem virou vítima do personagem: seu campo de trabalho era limitado, porque estava por demais associado a um canal de TV. Pela mesma razão, não recebia propostas para mudar de emprego. Foi ficando, ficando, ganhando pouco e sem maiores perspectivas, prisioneiro de um mito construído ao longo de 35 anos.
Dificilmente haverá outro Lombardi. Seu estilo empostado está fora de moda, e os próprios programas de auditório parecem caminhar para a extinção. Mas vai deixar saudade, porque faz parte da memória afetiva de várias gerações de brasileiros. Afinal, quantos locutores podem se gabar de estarem sempre associados a momentos de alegria?


Texto publicado na Folha de São Paulo, de 6 de dezembro de 2009.

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segunda-feira, novembro 16, 2009

Joseph Wiseman, intérprete do Dr.No nos filmes de James Bond, morre aos 91 anos



NOVA YORK, EUA, 21 Out 2009 (AFP) - O ator canadense Joseph Wiseman, conhecido, sobretudo, por ter encarnado o malvado "Dr. No" contra James Bond, morreu aos 91 anos, informou sua filha nesta quarta-feira.

O ator morreu segunda-feira (19) em sua casa de Manhattan, Nova York, contou a filha Martha ao "New York Times" e ao "Los Angeles Times".

Nascido em Montreal em 1918, Joseph Wiseman foi para os Estados Unidos quando criança. Brilhou nos palcos da Broadway antes de começar a gravar em Hollywood.

Atuou junto a Marlon Brando em "Viva Zapata!" en 1952, e a Burt Lancaster em "The Unforgiven" em 1960.

Mas o nome de Wiseman sempre ficará vinculado ao personagem do doutor Julius No, o homem sinistro com garras de ferro do famoso "O Satânico Dr. No", estrelado em 1962.

Neste filme de Bond, o agente é encarnado por Sean Connery; a intérprete feminina é Ursula Andress.

Wiseman atuou pela última vez na Broadway em 2001, numa adaptação da peça "Julgamento em Nuremberg".

Notícia e foto do UOL Celebridades.

As coisas são assim, aconteceu em 21 de outubro passado. A gente dá duas piscadas, e três semanas se passaram. O Satânico Dr. No foi o primeiro filme da série 007, de 1962. Eu me lembro de ter visto o filme na TV, em preto e branco, e depois ter revisto algumas vezes. Talvez eu venha a assistir novamente.

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terça-feira, novembro 10, 2009

O pagador do sucesso

O pagador do sucesso

RIO DE JANEIRO - São frequentes os atores de cinema que se transformaram em bons diretores. Os casos mais notáveis seriam Chaplin e Orson Welles, passando por Vittorio De Sica, que começou como galã do cinema italiano e terminou como diretor de obras-primas, como "Ladrões de Bicicletas", "Umberto D" e "Milagre em Milão".
Anselmo Duarte, em nível nacional, lembra sobretudo De Sica. Quando estreou na direção, com "Absolutamente Certo", a crítica reconheceu que o eterno galã das chanchadas da Atlântida tinha jeito para a coisa, o filme ficava acima da produção daquela época. Mas era, ainda, uma extensão mais ou menos séria dos filmes populares que então eram feitos no Brasil.
Veio depois o impacto de "O Pagador de Promessas", que, antes mesmo da Palma de Ouro de Cannes, foi considerado um dos melhores filmes nacionais de todos os tempos. O prêmio internacional, paradoxalmente, se não fez mal ao filme, fez mal a seu diretor. Anselmo passou a ser negado não só pela crítica mas pelos colegas de ofício, notadamente o pessoal do cinema novo, que então começava a despontar.
Tentando desqualificar a Palma de Ouro, foi dito que o júri daquele ano dividira-se entre Buñuel e Antonioni, dois cobras assumidos do cinema internacional. Anselmo teria aproveitado a brecha e, namorando a presidente dos jurados, foi o tertius que levou a Palma e a sua alma.
Nunca se recuperou do trauma em sua própria terra. Funcionando sempre de olho nos prêmios internacionais, principalmente no de Cannes, os cineastas e produtores nativos eram unânimes em negar não só o filme mas, sobretudo, o diretor. Ensaios e livros são pródigos em elogiar os filmes do cinema novo, mas colocam uma pedra do silêncio em cima de Anselmo Duarte.

O texto é de Carlos Heitor Cony, na Folha de São Paulo, de 10 de novembro de 2009.

O ator e diretor de cinema, Anselmo Duarte, faleceu no final de semana passado. Foi o único diretor de cinema brasileiro vencedor de Cannes até agora. Mas pelo que dizem os necrológios, isto talvez lhe tenha feito mais mal que bem na época, e, a partir de então, na vida e obra de Anselmo Duarte.

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quinta-feira, novembro 05, 2009

Claude Lévi-Strauss (1908-2009)

O antropólogo Claude Lévi-Strauss faleceu.

O passamento foi na madrugada de sábado para domingo, mas a notícia parece que só foi divulgada ontem.

Lévi-Strauss esteve no Brasil, na década de 1930, e ajudou a montar a Universidade de São Paulo. Também viajou pelo Centro-Oeste e Norte do Brasil, onde pôde observar as tribos indígenas brasileiras.

De volta à França, se tornou uma referência em Antropologia.

Que posso dizer? Mais um autor que não li, mas deveria ler...


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