sábado, novembro 13, 2010

Vista Aérea da Praça da Alfândega com a 56a. Feira do Livro



Em imagem saturada por filtro da câmera Olympus X40.
A Feira do Livro termina nesta segunda-feira, dia 15 de novembro.
Talvez a razão fundamental de ser da Feira do Livro já não exista, ou seja, para comprar livros mais baratos e juntar os vendedores num só lugar já não é necessário que haja a Feira. Hoje temos a Internet, onde podemos adquirir obras até no exterior. E temos as chamadas "mega stores" em Porto Alegre, como é o caso da Saraiva, e da Cultura, as quais oferecem seus próprios programas de descontos aos clientes.
Mas eu sempre acho boa a movimentação que a Feira gera na Praça da Alfândega. E acho que um pena que dure apenas um pouco mais de duas semanas.

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A 56a. Feira do Livro de Porto Alegre entre ruínas

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Ou em obras, visando certa restauração...

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quinta-feira, outubro 28, 2010

A Parada das Vacas (“CowParade”) em Porto Alegre

A Parada das Vacas (“CowParade”) em Porto Alegre

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Tempos atrás vi notícias da Parada das Vacas, isto é, da “CowParade” em São Paulo, e confesso que fiquei com certa inveja. Eu queria que houvesse algo assim aqui em Porto Alegre.

Pois neste final de 2010, meu desejo se realizou. Desde o início do outubro há um desfile de vacas pelas ruas e shoppings de Porto Alegre. Claro, desfile no sentido figurado. Se trata na verdade de uma exposição que está agitando a cidade. São mais de 80 vacas de fibra de vidro, com as mais diversas pinturas. A CowParade está entre nós.

As vacas são um sucesso absoluto. Nos locais de maior afluência de pessoas, a turma se aproxima da vaca, confere a pintura, o nome, e, ou fotografa o bicho de fibra, ou posa para uma foto tirada por um parente ou amigo. Isto é mais visível nas mimosas em parques, praças e shoppings. As colocadas próximas a cruzamentos de maior movimento não tem tanta gente em volta, mas, de qualquer maneira, estão fazendo diferença na paisagem. É bom isso de, digamos assim, a arte invadir a cidade, e provocar agitação entre os cidadãos. Tanto adultos, quanto crianças ficam em volta dos bichos.

Tudo bem que seja uma arte algo ingênua, simples, que se presta mais ao humor e certa ternura que ao questionamento, mas melhor uma arte assim espalhada pela cidade, que arte nenhuma.

Infelizmente também houve atos de vandalismo contra algumas das esculturas. Nem todo mundo é capaz de apreciar a arte. Mas a vida também é assim, nem todo mundo consegue conviver pacificamente e de maneira saudável em sociedade.

Mas, para minha felicidade, as vacas estão por aqui.

Ficam espalhadas pela cidade até o dia 20 de novembro. Depois serão reunidas em exposição no shopping Bourbon Country, de 21 a 30 de novembro.

Vamos aproveitar enquanto podemos vê-las!


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quarta-feira, outubro 27, 2010

A 56a. Feira do Livro de Porto Alegre entre os escombros da Praça da Alfândega

A 56a. Feira do Livro de Porto Alegre entre os escombros da Praça da Alfândega



Na próxima sexta-feira, dia 29 de outubro deve iniciar a 56a. edição da Feira do Livro de Porto Alegre. Será uma Feira sui generis, porque estará acontecendo sem que tenham terminado as obras de restauração da Praça da Alfândega, do Projeto Monumenta, que visam dar à Praça os ares que ela tinha há 50 anos.


As tais obras começaram após a Feira do Livro do ano passado, e incluem um extenso manejo da vegetação da Praça, e restauração da parte da Avenida Sepúlveda, a avenida que liga o Cais Central à praça. A praça chegou a ser totalmente cercada por um tapume, para que os operários pudessem trabalhar. Mas é certo que quem acompanha a restauração, deve achar que ela ocorre em ritmo lentíssimo.

Agora, por conta da Feira, os tapumes foram parcialmente retirados, e foi como ver a praça em ruínas. A grama virou mato alto, a estátua do Barão do Rio Branco, em frente ao Memorial do Rio Grande do Sul (antiga sede dos Correios), coberto por uma lona plástica, o estátua equestre do General Osório também parcialmente coberto por lona. Um horror.


Uma foto da maquete fixada no tapume que mostra como deveríamos imaginar a Praça da Alfândega após a restauração, indica que a Avenida Sepúlveda deveria receber paralelepípedos até a altura em que esta encontrasse a Rua Sete de Setembro, no centro da praça. Não foi feito ainda, e lançaram um concreto rápido, para receber as barracas da Feira.


Também colocaram uma tela, supostamente para proteger o que foi feito até agora.


Certo é que a Feira está sendo montada em meio a obras na Praça da Alfândega. Deveria ser uma restauração. Enquanto ela não termina, parecem ruínas.


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quarta-feira, outubro 06, 2010

Começa a montagem da Feira do Livro de Porto Alegre

A montagem da estrutura para a Feira do Livro de Porto Alegre, edição de 2010, já começou, mesmo que a Praça da Alfândega ainda esteja em ruínas, isto é, sendo reformada...

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quarta-feira, setembro 22, 2010

Dia Mundial sem Carro

Hoje, 22 de setembro, é para ser chamado de “dia mundial sem carro”.

Aqui em Porto Alegre não pude notar. Parecia que havia tantos carros quanto qualquer outro dia, ou até mais.

Talvez eu tenha tido esta impressão porque o trânsito sofreu alguns gargalos por conta de manutenções no Largo da Rodoviária, e instalação de uma nova sinaleira na Avenida Farrapos. Ou talvez houvesse mais carros na rua mesmo. Ou as duas coisas.

Uma coisa me parece certa, o tal do dia sem carro, para usar um chavão comum, “não pegou”. Pelo menos, até agora. Pelo menos, em Porto Alegre.


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quarta-feira, agosto 04, 2010

Ainda sobre as flores nas ruas de Porto Alegre

Segundo informações da prefeitura, disponíveis na Companhia de Processamento de Dados do município, a planta mais recorrente na arborização das ruas de Porto Alegre é mesmo a extremosa. A plantinha de origem indiana, com suas florezinhas cor-de-rosa, se adaptou bem mesmo à nossa cidade.

Depois da extremosa, a maior ocorrência é do ligustro, uma árvore que possui uma discreta floração amarela, e que, nos informa a Wikipédia, é originária da China.

Sempre segundo a prefeitura, o terceiro lugar fica para o jacarandá. Mais especificamente o jacarandá mimoso (“Jacaranda mimosiifolia”) com suas flores entre cor-de-rosa, roxo e púrpura. Curiosamente é só na terceira colocação que temos uma planta “nativa” a arborizar nossas ruas.

Antes de fazer esta pequena pesquisa, a partir da minha curiosidade ao observar flores, eu nunca poderia imaginar que o extremo oriente pudesse estar presente de forma tão forte aqui em Porto Alegre, este arrabalde do mundo.


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segunda-feira, julho 26, 2010

Ainda sobre Hanami em Porto Alegre

Ainda sobre Hanami em Porto Alegre


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Quando estive escrevendo (e pesquisando) sobre Hanami outro dia, cheguei a um linque curioso, que fornecia um título chamado “Hanami à Belzontina”*. Pois esse blogue falava das belezas das flores e árvores nativas de Belo Horizonte, destacadamente os ipês, com flores de diversas colorações.


Eis aí uma maneira de pensar o “hanami” no Brasil. Para além da bela, exótica e rara cerejeira japonesa, olhar as plantas e flores que tornam nossas cidades mais belas e exuberantes.


Pois se alguém fizer pesquisa no Google sobre flores de Porto Alegre provavelmente também achará informações sobre ipês, também com flores de diversas colorações. E sobre jacarandás.


De minha parte não posso deixar de falar de uma plantinha ubíqua pelas nossas ruas, e que no verão deixa Porto Alegre um pouco mais cor-de-rosa, são as “extremosas” (“Lagerstroemia indica”). Dizem que a origem da tal plantinha é indiana, mas qualquer um que passeie por Porto Alegre é capaz de achar que ela é nativa daqui, tão espalhada e aparentemente bem adaptada que está.


Ipês, jacarandás e extremosas, eis flores para se observar quando a primavera e o verão chegarem.



26/07/2010.


*“Hanami à Belzontina” certamente é igual a “Hanami em Belzonte”, como talvez dissesse o mineirim. “Hanami em Belo Horizonte”, pois não?

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sexta-feira, julho 16, 2010

Hanami em Porto Alegre

Hanami em Porto Alegre


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A primeira vez que ouvi falar em Hanami foi em um filme alemão muito tocante, que inclusive já comentei. Depois houve uma referência por parte da Regina Casé, no Fantástico, comentando o Hanami.


Se trata do período de florescimento das cerejeiras (“sakura”, em japonês). Segundo a Wikipédia, “hanami” significa literalmente “olhar as flores”. Na versão em inglês da Wikipédia o verbete se estende um pouco mais, informa, por exemplo, que a floração da cerejeira se dá em janeiro (ou seja, em pleno inverno. Eu imaginaria tal evento ocorrendo em plena primavera.), e que os japoneses se reúnem em Ueno Park, em Tóquio para apreciar as flores, fotografá-las e fazer piqueniques sob as cerejeiras. Esteticamente a coisa é muito bela. Flores em tons de rosa, com amigos e familiares reunidos. E dizem que isso é celebrado todo ano. E que esta celebração saúda também a efemeridade desta beleza. A floração das cerejeiras dura uma semana, no máximo, duas.


Tempos atrás eu havia sido informado que em Porto Alegre havia algumas cerejeiras. Pedi à pessoa que me falou delas que me mantivesse informado sobre o ocorrências da floração. Na semana passada esta informação chegou.


Há pelo menos três cerejeiras plantadas no canteiro central da Avenida Fernando Ferrari, bairro Anchieta, em Porto Alegre. E na semana passada elas estavam cobertas de flores. Belas flores em tons de rosa. Florescendo em pleno inverno, em Porto Alegre. Pude contemplá-las no sábado. Muitos brotos ainda não haviam aberto, e muitas abelhas circulavam entre as flores, sinal (e esperança) que a floração dure ainda mais uma semana. Pude contemplar com meus próprios olhos a manifestação de uma beleza efêmera. Isto me valeu.


Infelizmente as cerejeiras não estão em um parque, ou praça, lugares mais adequados à contemplação e à admiração. O canteiro central da Avenida Fernando Ferrari também não é um lugar adequado para se pensar em fazer um piquenique. Uma pena.


Acredito que a presença de uma associação cultural nipo-brasileira numa das ruas transversais da Avenida Fernando Ferrari seja uma explicação suficiente para a presença destas cerejeiras num canto de Porto Alegre.

E graças a estas prestimosas pessoas, eu pude contemplar a flor da cerejeira sem precisar viajar 20 mil quilômetros.


Não que viajar estes 20 mil quilômetros seja ruim. A questão é que não sei quando, ou se, poderei algum dia ir ao Japão, e de maneira mais precisa, ir ao Japão em janeiro, na época da floração das cerejeiras, para ver, e participar, do Hanami.


12/07/2010.

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sexta-feira, julho 09, 2010

Fim do Veranico de Julho de 2010

Frio e chuva. Parece que terminou o veranico de julho.

Segundo o Emílio Pacheco, o veranico de julho acontece com frequência, mas só ele e os meteorologistas lembram...


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segunda-feira, julho 05, 2010

26 Graus em um inverno que ainda não disse a que veio

26 Graus em um inverno que ainda não disse a que veio


26 graus Celsius no ClicRBS, 28 graus Celsius no Weather Channel. Então estamos assim, numa segunda-feira que poderia tranquilamente ser chamada de outono, ou mesmo de primavera. Tivemos um final de semana com dois dias lindos e aprazíveis. Quem pôde ir para praças e parques aproveitou.


Até agora não houve nenhuma frente fria que assustasse nestas duas semanas de inverno, ou nos meses de outono. Sim, porque frio de assustar é quando a temperatura cai abaixo de 10 graus Celsius. Não estou certo que tenhamos tido muitos dias assim.


Além disso, este ano quase não ouvimos notícias sobre a gripe A (ou gripe suína), a peste que nos atormentou no inverno de 2009. Não sei se isto é efeito de massiva campanha de vacinação contra a tal gripe, ou se no ano passado os veículos da grande mídia estavam interessados na peste e neste ano não estão mais. Fato é que em 2010 a gripe A não assusta como antes.


Não sei porquê, mas quando penso no inverno de Porto Alegre, me lembro do outono da Nova Inglaterra tal qual retratado no filme Perfume de Mulher (aquele em que o Al Pacino faz um coronel da reserva cego, mas que fica sentindo os aromas dos perfumes das mulheres que passam por ele). Pois é, se não estou enganado, o filme se passa durante o outono na Nova Inglaterra. E o outono da Nova Inglaterra parece muito mais frio que o inverno de Porto Alegre. Complexidades do mundo...


Hoje é 5 de julho. O inverno de 2010 tem mais uns 75 dias para dizer a que veio...


05/07/2010.


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quinta-feira, janeiro 07, 2010

A perda de referências na cidade em movimento – A Companhia Wallig na Francisco Trein

A perda de referências na cidade em movimento – A Companhia Wallig na Francisco Trein



Na Avenida Francisco Trein, na Zona Norte de Porto Alegre, havia pelo menos duas coisas notáveis, uma a fábrica de fogões Wallig, a outra era o Hospital Nossa Senhora Conceição, ou apenas o Hospital Conceição.


Na década de 1970 minha avó, por exemplo, teve que passar alguns dias internada no Hospital para seus problemas cardíacos. E vez por outra vinha algum parente do interior do estado, para se tratar ali. O Hospital Conceição continua lá. Hoje é um dos grandes hospitais gerais públicos da cidade de Porto Alegre. E parece que hoje, mais do que no tempo de minha avó (ou nos tempos de minha infância) recebe pacientes de grande parte da Grande Porto Alegre, e mesmo de cidade mais afastadas.


A Companhia Wallig já foi sinônimo de fogão no Rio Grande do Sul. Assim como a Companhia Geral e os fogões Venax. O primeiro fogão que conheci foi um fogão Wallig. Obviamente porque era o que tínhamos em casa. Como foi dito, sua fábrica era na Avenida Francisco Trein. E me parece, que não por coincidência, o sindicato dos metalúrgicos ficava bem em frente à fábrica.


Infelizmente a Companhia Wallig quebrou no final dos anos 1970, início dos 1980 (e, a propósito, acho que a Venax e a Geral também não existem mais). Parte de seus empregados formou cooperativas de trabalho, que acabaram por se mudar para o município de Gravataí, se não estou enganado.


Ficaram na Francisco Trein as ruínas da velha fábrica que um dia funcionou ali. Ali ficaram por mais de dez anos.


Agora não mais. As velhas ruínas já foram postas abaixo.


Já foi feito um relatório de impacto ambiental, e até mesmo escavações arqueológicas foram realizadas no terreno onde funcionou a fábrica de fogões Wallig.


Breve ali mais um hipermercado e shopping center.


11/12/2009.


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segunda-feira, novembro 23, 2009

A Casa Monstro na Bienal do Mercosul

A Casa Monstro na Bienal do Mercosul
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Dias atrás o historiador Voltaire Schilling lançou uma espécie de manifesto reclamando de certas obras que acabavam sendo recebidas como presentes pela cidade de Porto Alegre, ao final de edições anteriores da Bienal. Falou, por exemplo de um monumento às cuias exposto no Parque da Harmonia, de um outro em homenagem aos perseguidos pela ditadura militar finda em 1985, no Parque Marinha do Brasil, bem como o monumento em homenagem ao Marechal Castelo Branco erguido no Parque Moinhos de Vento, e de um monumento ao sol poente no final da Avenida Beira-Rio, junto à Avenida Padre Cacique. Schilling reclama que tais monumentos enfeiam a cidade, e são um fardo para os cidadãos.

Mas creio que o que assustou definitivamente Voltaire Schilling foi a manifestação da "Casa Monstro", na edição deste ano da Bienal do Mercosul.

Como é possível conferir na fotografia, a casa monstro é algo nauseante. Estive lá hoje, na terceira quadra da Rua da Praia. E acreditem, a impressão que a casa gera ao vivo é pior do que a da foto. É um pouco chocante.

A Casa Monstro não é uma questão apenas de feiúra, fealdade. Vai um pouco além. A minha racionalização é que o que me causou asco a tal edificação está relacionado à boa caracterização de coisas semelhantes a tumores se expandindo pelas aberturas da casa. A casa nos remete à doença, e isso nos deixa doentes. No meu caso, algo enojado. Na questão humana, a casa nos lembra da nossa fragilidade.

O que nos remete ao autor, e à felicidade que ele teve na produção da sua, digamos, instalação artística. A Casa Monstro nos remete para a doença que acomete nossas aglomerações urbanas, com suas exclusões, sua violência, sua... doença.

Mas acho que o Voltaire Schilling pode ficar tranquilo. Se não me engano, o autor da instalação afirmou que ela será desmanchada no final desta edição da Bienal do Mercosul.

A Bienal do Mercosul termina no próximo domingo, dia 29 de novembro.

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quinta-feira, novembro 12, 2009

A 55a. Feira do Livro está quase terminando



A 55ª. Feira do Livro de Porto Alegre está quase terminando. Será encerrada no próximo domingo, dia 15, data da Proclamação da República.

Hoje, por exemplo, quinta-feira, 12, havia um intenso movimento de pessoas a passear entre as barracas, comprar algum volume, visitar a área de alimentação, isto é, os bares da Feira. Era visível no início da tarde também a grande presença de excursões escolares. Sim, porque as crianças e adolescentes, além de visitarem a Feira do Livro, podem visitar a Bienal do Mercosul, que se realiza concomitantemente à Feira, e está instalada em áreas próximas.

Apesar de pouco empolgado com a Feira deste ano, acabei por comprar mais livros do que havia comprado no ano passado. Coisas.

Termina no domingo!


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quinta-feira, outubro 22, 2009

Feira do Livro 2009: Já é possível caminhar sob os toldos e entre as barracas

Está certo que as barracas ainda estão sendo montadas, e os livros ainda não chegaram, mas a estrutura da feira está sendo armada rapidamente.

Na semana que vem a Feira do Livro de Porto Alegre recomeça.


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segunda-feira, outubro 19, 2009

Incêndio em Farmácia em Porto Alegre

Foi hoje, dia 19 de outubro, no final da tarde, no Bom Fim.
Um incêndio destruiu parcialmente a Farmácia Econômica que fica na junção da Av. Protásio Alves com a Osvaldo Aranha, bem em frente ao Hospital de Pronto-Socorro, mobilizando Bombeiros e tumultuando o trânsito nas imediações.



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sexta-feira, outubro 02, 2009

Meu encontro com Deivid (ou seria David?)

Meu encontro com Deivid (ou seria David?)

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- Ei, tira uma foto de mim!

Eu estava em plena Praça da Alfândega fotografando a estátua equestre do General Osório, testando as capacidades óticas de uma câmera digital, quando aquela vozinha me interrompeu.

- Ei, tira uma foto de mim!

Ele devia ter uns sete ou oito anos de idade. Bem... Por que não? Ok! Me abaixei um pouco, apontei a câmera para ele e disparei. Uma foto. Ele quis ver, mostrei.

-Tira mais uma!

Nova pose e novo disparo. Nova amostra.

- Qual é o teu nome? - eu perguntei.

- Deivid (ou será que seria “David”?)! - ele disse.

Então ele chamou a mãe.

- Cadê a tua mãe?

- Ali!... - e ele apontou para um lado da praça. De fato a mãe dele, era uma mulher jovem, sentada em um banco atrás de uma das barracas de artesanato da Praça da Alfândega.

Deivid quis mais uma foto. A mãe não queria. Disse que não tinha dinheiro para pagar. As fotos digitais são praticamente gratuitas. E de quebra eu sou um fotógrafo diletante sem muito talento, isto é, não sou profissional, e não cobraria por uma foto. Dessa vez Deivid foi fotografado abraçado à mãe.

Pedi um endereço de “correio eletrônico” para a mãe do Deivid. “Hein?”. “E-mail”! “Ah”!

Deixei Deivid e sua mãe, e fui embora com o endereço de correio eletrônico. Não estou certo se decifrarei corretamente aquele endereço. Veremos.

A pequena interrupção do Deivid tornou meu dia mais feliz.

25/09/2009.


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quarta-feira, setembro 30, 2009

A primavera chegou com frio

A primavera chegou com frio

O inverno se foi chovendo. Nada estranho. São comuns os agostos chuvosos, e mesmo alguns setembros. De forma que um inverno rigoroso como há algum tempo não se via, se foi, como já foi dito antes, chorando. Chovendo.

E a primavera chegou também com chuva. Uma transição úmida. O lago Rio Guaíba anda em níveis raramente vistos de fartura d'água. E temos tido notícia de inundações em algumas cidades do Rio Grande do Sul. São Sebastião do Caí, Três Coroas, … Para não falar em Santa Catarina ou Paraná.

E se o inverno se foi, deixou um resto de frio para a primavera. Nesta semana tivemos temperaturas próximas de zero grau Celsius em alguma localidades, como, por exemplo, Bagé. E nesta terça aqui em Porto Alegre, o dia surgiu com temperatura abaixo de 10 graus Celsius. Para 29 de setembro, portanto para a primavera, é muito frio!

E com estas viradas de tempo estou novamente resfriado. Repetindo o chavão de um amigo carioca: “O gaúcho é um forte! Principalmente aquele que consegue sobreviver!”

30/09/2009.


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domingo, setembro 13, 2009

Lágrimas de Despedida do Inverno de 2009

Faz 4 dias que está chovendo em Porto Alegre.

Se fosse em São Paulo, o Macaco Simão já estaria dizendo que era São Pedro cuspindo na gente. E que daqui a pouco a gente ia começar a mofar!...

Pois é, a metáfora de chuva como lágrimas é para lá de batida.

Mas continua bem válida.

Um inverno mais rigoroso do que aqueles com os quais estávamos nos acostumando vai se despedindo chorando...


11/09/2009.

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sábado, agosto 22, 2009

A Outra Margem do Guaíba - Sobre o Guaíba (II)

A OUTRA MARGEM DO GUAÍBA

Guaíba, rio ou lago? Ontem, mostrei os argumentos de Rualdo Menegat. Hoje, apresento uma carta do engenheiro Henrique Wittler: 'Mais uma vez venho te apresentar elementos que contestam o professor Menegat feitos por um professor de doutorado e mestrado da UFRGS onde Menegat é professor de formação. Também gostaria de te informar que o Atlas foi desenvolvido no período de 1994 a 1998. Nesse período, Menegat era, como ainda é, professor da UFRGS com 40 horas de dedicação exclusiva. Um pouco antes, foi firmada uma parceria entre Faurgs e prefeitura, Dmae, Smam, Condor Empreendimentos Imobiliários, Copesul, Varig para elaboração do Atlas Ambiental de PoA. Em 1994, o professor Menegat foi convidado para ser o coordenador e foi até 1998 com a publicação daquele. Como coordenador, teve sob suas ordens pessoal de prefeitura, Dmae, Smam, entre outros'.
Wittler fala de poder: 'Ocorre, fato mais grave, que o professor Menegat além de ocupar o cargo de coordenador foi designado por Tarso Genro para ser secretário-adjunto da Smam e o foi até 1998 (dois anos de governo Raul Pont). Veja, o professor tinha toda a máquina a sua disposição como coordenador do Atlas, dinheiro da Faurgs e, além disso, tinha o cargo de secretário na Smam, o que lhe permitia em nome desta realizar palestras, contatos com editoras, magistério, órgãos encarregados dos currículos escolares, no sentido de caracterizar o Guaíba como lago. É triste, mas é a verdade, está escrito, ninguém pode negar. Foi neste período que o lago passou a ser considerado na Smam, consumando-se a farsa'.
A oficialização do Guaíba como lago teria ocorrido por decreto. Wittler contesta: 'Quanto a decreto de Amaral de Souza, constatamos que não existe. Fui induzido a acreditar neste em face de uma entrevista de Menegat ao Correio do Povo em 2001, de que tenho cópia, na qual citava o referido decreto. Recentemente, o professor confirmou em e-mail ao arquiteto Nadruz, inclusive quase que afirmando que a inclusão do termo lago foi em razão do decreto, que continua afirmando existir'. Em apoio à tese de que o Guaíba é rio, Wittler traz o depoimento de Elírio Toldo Jr., do programa de pós-graduação em Geociências da UFRGS. É a guerra dos especialistas.
Toldo: 'Antes de tudo, o Guaíba tem nome, e este nome é ‘rio Guaíba’. É o nome popular do Guaíba, consta nos mapas, nos livros e, historicamente, é descrito como rio Guaíba (...). O Guaíba apresenta elementos descritivos de três tipos de ambientes: rio, lago e estuário (...). No Guaíba se destaca a morfologia do ‘canal’. É uma feição de fundo que atravessa todo o ambiente e onde se encontram as maiores profundidades. Canal é uma feição de fundo construída por um rio. As grandes dimensões do canal são ainda suficientes para controlar o padrão de circulação de suas águas e do escoamento direcionado predominantemente para o Sul, comportamento típico de rios. A distribuição dos sedimentos de fundo obedece muito mais a um padrão fluvial do que lacustre. Os fatores hidrodinâmicos, morfológicos e sedimentológicos são os de maior relevância para a classificação do Guaíba, principalmente como rio'. Sem dúvida, palpitante.

Este texto é de Juremir Machado da Silva, e foi publicado no jornal Correio do Povo, de 8 de maio de 2009.


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